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A nova era de conglomerados

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O tema envolvendo os conglomerados apresenta-se na ordem do dia, impulsionado pelas recentes notícias da cisão de gigantes como a General Electric ou a Johnson & Johnson. Perante isto, o busílis da questão tem sido se este é, de facto, o fim de uma era ou, pelo contrário, o surgimento de um novo modelo para os conglomerados.

Por definição, os conglomerados representam, num sentido lato, uma grande empresa que agrega em si, um número diverso de empresas menores, muitas vezes com áreas de negócio distintas entre si. Ao comportarem diversas áreas de negócio, os conglomerados têm como grande vantagem permitir a exposição a vários mercados.

Enquanto modelo, o surgimento dos conglomerados foi propulsionado pelo advento da revolução industrial, no século XIX. Na altura, o facto de uma empresa ser pequena aportava uma imagem de fragilidade. Nesse sentido, Rockefeller, Vanderbilt e Carnegie perceberam a necessidade de evitar essa vulnerabilidade. A partir daí, começaram a proliferar os conglomerados.

Contudo, o anúncio das recentes cisões de conglomerados da General Electric, Johnson & Johnson e da Toshiba, no espaço de uma semana, alimentou a especulação sobre um possível fim do modelo de conglomerados.

Ainda assim, mais que procurar vaticinar o fim dos conglomerados, importa perceber o porquê de se darem estas cisões. E, para responder a isso, do ponto de vista dos investidores, está o facto de se encontrar menos valor no negócio das empresas a atuar em conglomerado, do que operando de forma independente e separada.

Surge uma nova era de conglomerados: os neo-conglomerados

Declarar a queda do modelo de conglomerados pode ser incauto, principalmente, se tivermos em conta o crescimento astronómico de empresas nas áreas da tecnologia e dos media.

Um professor da Universidade do Michigan, Jerry Davis, atribui então uma nova designação a estes conglomerados que se têm vindo a firmar: os neo-conglomerados. Entre os grupos que se enquadram na designação de Davis, temos a Meta Platforms, a Tesla, a Amazon.com e a Alphabet.

Uma análise mais profunda destes neo-conglomerados permite perceber que a lógica subjacente ao modelo dos mesmos, passa por “seguir o dinheiro”. Por conseguinte, estes conglomerados apostam em áreas onde se encontra o lucro, como é o caso do metaverso, da sustentabilidade ou da automação, tudo componentes passíveis de terem uma grande influência no futuro do trabalho.

Esta nova forma de conglomerados, que tem conseguido cimentar o seu espaço entre os círculos de investidores e gestores, apresentando-se certos paralelismos com aquilo que a General Electric de Jack Welch fez na década de 80, faz crer que não se avista um fim para os conglomerados, mas sim, o surgimento de uma nova era.

Autor: Paulo Pereira

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