fbpx

Glossário

A
Alavancagem Financeira:
A alavancagem financeira é um recurso que estimula a rentabilidade e o risco de um investimento. Consiste na obtenção de empréstimos(em troca de juros, definidos pelo credor) para aumentar o tamanho da posição de entrada em qualquer operação. Assim, a proporção de alavancagem será estabelecida entre o capital que investiu e o empréstimo ou crédito que requisitou.
Por exemplo, se quiser abrir uma posição inicial com uma alavancagem de 1:10, significa que por cada euro seu, 10 euros estão a ser investidos na posição, ou seja, a dívida é de 9 euros. Neste tipo de operações, os títulos são os ativos que funcionam como colateral do empréstimo, no caso da operação ser mal sucedida.
Podemos então calcular a alavancagem financeira de uma operação com a seguinte fórmula: Alavancagem Financeira = 1 : (Valor do investimento / capital próprio investido)
Alavancagem Operacional:
A alavancagem operacional é medida pela proporção dos custos fixos em relação aos custos variáveis. Esta ocorre quando o recurso que se utiliza, não conduz ao aumento dos custos fixos da empresa. Este conceito resulta do crescimento nas vendas de uma determinada empresa.  Por exemplo, para produtos com elevada alavancagem operacional, pequenas modificações no volume de vendas irão levar a enormes mudanças nos lucros.
Altcoins:
Termo usado para criptomoedas alternativas à Bitcoin, como por exemplo, Ethereum (ETH), Litecoin (LTC), Cardano (ADA), Binance Coin (BNB).
Análise fundamental:
A análise fundamental consiste em analisar uma empresa de duas formas, pelos seus fatores qualitativos e quantitativos. Esses dois fatores de análise complementam-se e ajudarão a formar a tese de investimento.
Análise qualitativa:
Análise de caráter subjetivo que olha para vários fatores, tais como as tendências da indústria, a eficácia da gestão de uma empresa e a vantagem competitiva, de forma a formular uma opinião sobre a empresa.
Análise quantitativa:
Análise de caráter objetivo que tem em conta as demonstrações financeiras de uma empresa e analisa  os seus números: receitas, despesas, ativos, passivos, etc. para tentar determinar se um ativo está subvalorizado, sobrevalorizado ou justamente valorizado.
Ativos sob gestão (AUM):
O termo “ativos sob gestão” é utilizado para se referir ao valor total de mercado dos investimentos, que um(a) profissional, registado/a como gestor(a) de portfólios ou consultor(a) financeiro, ou entidade financeira, gere em prol dos seus clientes.
Este cálculo é importante, uma vez que muitas vezes se relaciona com a qualidade de gestão da entidade e, portanto, é usada como uma estratégia de marketing para atrair novos investidores. Por sua vez, também é relevante para o cálculo das taxas que são cobradas pelo/a gestor(a) de ativos.
Ação
Uma ação é um título que representa uma parte do capital social de uma empresa. As empresas emitem ações para obterem fundos. 
Quando se investe em ações, o proprietário destas, torna-se sócio da empresa. Desta forma, confere ao investidor o direito a uma proporção de ativos e lucros equivalente à quantidade de ações que adquiriu. Esta propriedade é estipulada tendo em conta o número de ações que o investidor possui relativamente ao número de ações em circulação. 
As ações são transacionadas maioritariamente em bolsas de valores e correspondem à base de muitas carteiras de investidores.
Ações em circulação (Shares outstanding) :
Número total de ações de uma empresa detidas por todos os seus acionistas.
Uma diminuição das ações em circulação é geralmente um bom sinal, já que nos indica que a empresa está a recomprar as suas próprias ações, o que mostra aos investidores uma plena confiança da empresa em relação ao seu bom desempenho no futuro.
B
Balanço:
Representa a saúde financeira de uma empresa ao longo de um período de tempo (seja um ano, um trimestre, etc.). É visto muitas vezes como um retrato ou uma imagem financeira da empresa numa dada altura do tempo. É composto por três secções: Ativo, Passivo e Capital Próprio, onde A=P+CP. O balanço faz parte das três principais demonstrações financeiras (a par da demonstração de resultados e mapa de cash-flows) que relatam o desempenho financeiro de uma empresa durante um período específico.
Banco de investimento:
Um banco de investimento é uma empresa que presta serviços financeiros aos seus clientes, cobrando comissões por estes. 
Os serviços que estas empresas providenciam são muito variados. Não só ajudam empresas no processo de IPO, como também podem ser conselheiros financeiros de governos, empresas e até indivíduos.
Benchmark:
O termo benchmark serve de referência para determinar o desempenho de determinada aplicação, serviço ou produto de uma empresa em relação aos de outra empresa, ou de um conjunto de empresas na mesma indústria. Muitas vezes um benchmark pode consistir em taxas de juro ou em  índices de cotações tanto de ações como de obrigações.
O objetivo do Benchmarking é identificar oportunidades internas de melhoria, sendo que é possível a comparação dos processos e, se estes forem melhores, poderão ser implementados na empresa de modo a produzir melhorias significativas.
Biases:
Em Finanças, Biases refere-se a comportamentos dos investidores que não são racionais. Estes são estudados pela disciplina de Finanças Comportamentais. Alguns exemplos incluem: a sobre-confiança, aversão à perda, e bias de própria-atribuição.
Blockchain:
A tecnologia de blockchain consiste numa base de dados descentralizada, onde tudo fica registado e pode ser consultado por qualquer pessoa. Um registo em blockchain é imutável, isto é, não pode ser apagado ou alterado.
Blue-chips:
As Blue-chips são empresas conhecidas, bem estabelecidas, financeiramente sólidas e geralmente com grande capitalização de mercado. Geralmente vendem produtos e serviços de qualidade aceites pela larga maioria do público. Grande parte já ultrapassou crises e condições económicas adversas e é também esse histórico de resiliência e sucesso que contribui para um crescimento estável e confiável das suas ações. São exemplos a Walmart ($WMT), a Coca-Cola ($KO) ou a Procter&Gamble ($PG).
Bolsa de Valores:
Conhecida como Stock Exchange em inglês, a bolsa de valores é o mercado onde decorre a negociação, venda e compra de instrumentos financeiros de empresas de capital aberto (public companies).
Os instrumentos que podem ser comercializados na bolsa de valores incluem: ações, obrigações, opções, futuros, derivados, entre outros.
Business Angel:
Normalmente sendo indivíduos ricos, Business Angels ou Investidores Anjos são pessoas que tem como objetivo ajudar entrepreneurs com as suas startups
Isto é feito através de financiamento do negócio, e através de uma espécie de mentoria que providencia conselhos, contactos, e envolvimento no negócio. Isto ocorre pois normalmente Business Angels são indivíduos com experiência em Venture Capital, e possivelmente foram entrepreneurs no passado.
Este tipo de financiamento normalmente está disponível na segunda fase da sua vida: a fase de startup, onde a estrutura e gestão da empresa está definida, são apresentados as primeiras demonstrações financeiras, e embora a empresa tenha receitas normalmente ainda não tem resultados positivos.
Business Angels, bem como outras formas de financiamento de startups (por exemplo, venture capitalists), são necessários já que por esta altura os recursos do entrepreneur, dos seus amigos e família podem já estar esgotados e a empresa ainda precisa de financiamento. No entanto é uma fase onde existe assimetria de informação (alguns investidores têm mais informação que outros), o que pode levar a uma seleção adversa.
Buyback:
Buyback consiste no ato de o/a emissor(a) de um instrumento financeiro comprar de volta ao/à detentor(a) esse mesmo instrumento, sendo que é mais comum acontecer com ações. Um exemplo será quando uma empresa compra as suas próprias ações.
C
Capitalização de mercado (Market Cap):
Refere-se ao valor de mercado das ações em circulação de uma companhia pública. Este é calculado através da multiplicação do número de ações em circulação pelo preço da mesma.
Grande capitalização: capitalização de mercado de 10 mil milhões de dólares ou mais
Capitalização média: capitalização de mercado entre 2 mil milhões e 10 mil milhões de dólares.
Pequena capitalização: capitalização de mercado entre 300 milhões e 2 mil milhões de dólares.
Certificados de Aforro
Os Certificados de Aforro, tal como os Certificados do Tesouro, são títulos de dívida pública emitidos pelo governo. Ou seja, os portugueses que adquirem estas obrigações estão a emprestar dinheiro ao Estado, sendo recompensados com uma taxa de juro periódica trimestral, que é calculada com base na Euribor a 3 meses. Uma vantagem relativamente a este tipo de instrumento é que os juros são capitalizados trimestralmente. Para além disso, o montante mínimo de investimento neste tipo de instrumento é 100€, e o prazo máximo é de 10 anos.
Certificados do Tesouro:
Os Certificados do Tesouro, tal como os Certificados de Aforro, são títulos de dívida pública emitidos pelo governo. Ou seja, os portugueses que adquirem estas obrigações estão a emprestar dinheiro ao Estado, sendo recompensados com uma taxa de juro periódica anual  até à maturidade. Nesta altura, para além do pagamento do último juro, também será pago o montante nominal. É importante ter em consideração que o montante mínimo de investimento neste tipo de instrumento é 1.000€, e que o prazo máximo é de 7 anos.
Assim, os Certificados do Tesouros constituem um produto indicado para quem não gosta de correr riscos, uma vez que a perda do capital ou dos juros apenas ocorrerá em caso de falência do Estado.
Chamada de Margem:
Uma chamada de margem é desencadeada quando o valor dos títulos pertencentes a uma conta margem de um certo investidor decresce e atinge um valor mínimo exigido pela corretora, designado de margem de manutenção.
Quando tal acontece, a corretora comunica com o investidor e exige o restabelecimento de fundos, em forma de dinheiro ou títulos, até cobrir totalmente esta margem. Portanto, o investidor necessitará de liquidez adicional ou, como consequência, todas as suas posições nessa conta serão fechadas.
Geralmente, o valor desta margem de manutenção é estabelecido como 75% do valor inicial da conta margem, mas poderá variar, entre outros fatores, de acordo com o perfil do investidor e os riscos do investimento.
Assim, este é um mecanismo utilizado pelas corretoras para diminuir o risco de moratória por parte dos investidores, já que, desta forma, é possível seguir diariamente os vencimentos e perdas de cada cliente.
Commodity:
Uma commodity é um bem básico que pode ser transacionado, e que é usado como input para produção de certos bens ou serviços.
Exemplos das commodities mais comuns são: ouro, cereais, gás natural, petróleo, entre outras.
De modo a poderem ser transaccionadas nos mercados financeiros, uma commodity tem de respeitar certos padrões de qualidade. Sendo a transação destes bens nos mercados financeiros normalmente feita através de futuros.
Conselho de Administração:
O conselho de administração representa o órgão com maior poder numa empresa e, portanto, as suas decisões têm um grande efeito nos resultados e crescimento desta. Assim, é eleito com o objetivo de representar os interesses dos acionistas e executivos, tomando decisões que coloquem a empresa na direção certa.
Os seus poderes, deveres e responsabilidades diferem de acordo com a regulação governamental e leis adotadas pela empresa, estruturadas de forma a que o conselho seja eficiente ao exercer as suas funções. 
Geralmente, as suas funções assentam em quatro pilares: formulação da estratégia de longo prazo, estabelecimento de políticas, supervisão da equipa executiva, e prestação de contas às partes interessadas.
Por exemplo, o conselho de administração é responsável por decisões relacionadas com a compensação da equipa executiva, a política de dividendos e oportunidades de fusões e aquisições.
Conta Margem:
Uma conta margem é uma conta que se pode abrir junto de uma corretora, a qual possibilita ao investidor a compra de títulos com os seus fundos e, simultaneamente, com um empréstimo feito pela corretora.
Este método de investimento vence juros periodicamente, mas permite ao investidor alavancar os seus lucros. Os títulos são os ativos que funcionam como colateral do empréstimo.
Esta conta é monitorizada diariamente, de forma que a corretora consiga observar as flutuações de ganhos e perdas da conta do investidor e, portanto, diminuir o risco deste incorrer em moratória.
Assim, se o valor dos títulos do investidor decrescerem ao ponto de atingirem o valor mínimo estabelecido como margem de manutenção, o investidor receberá uma chamada de margem.
Contratos a termo (Forwards):
Contratos a termo são um acordo entre diferentes partes para comprar ou vender um certo ativo subjacente, a um determinado preço e momento no futuro, ambos pré-determinados no contrato. 
Estes contratos são movimentados nos mercados de balcão e são inteiramente não uniformizados e, portanto, as partes envolvidas poderão acordar quaisquer termos.
O contrato impõe que, a parte que obtém a posição de compra, adquira o ativo subjacente no momento futuro acordado e, a parte que obtém a posição de venda, entregue o ativo subjacente. Contrariamente aos futuros, a conclusão deste tipo de contratos só poderá ser feita na sua maturidade.
Corretora:
Corretora, broker em inglês, pode ser uma empresa ou um(a) indivíduo/a que atua como intermediário/a entre o/a investidor(a) e o mercado financeiro, cobrando comissões pelo serviço.
Credit Default Swap:
Um credit default swap é um derivado financeiro que permite a transferência de riscos do crédito para uma terceira entidade. É um contrato pelo qual o comprador adquire proteção ao vendedor, durante um certo período de tempo, contra o risco de uma determinada entidade de referência não cumprir com os pagamentos da sua dívida.
Desta forma, o comprador terá de pagar um prémio periódico ao vendedor, que será tanto mais alto quanto maior for o risco envolvido, e, o vendedor, terá a seu encargo o dever de compensar o comprador, no caso de ocorrência de um evento de crédito. Também neste caso, cessa a obrigação de pagamento do prémio por parte do comprador e cessa a subsequente proteção por parte do vendedor.
Por exemplo, uma empresa pede um empréstimo a um banco que, depois de avaliar a notação de risco de uma empresa, aprova o empréstimo. No entanto, sente-se inseguro quanto à capacidade de pagamento da empresa a longo prazo. Assim, irá assegurar que recupera o seu dinheiro se contratar um credit default swap com uma seguradora.
Cupão:
Os cupões são pagamentos feitos pelo/a devedor(a) ao/à detentor(a) da obrigação. Estes pagamentos são calculados através da taxa de juro que é multiplicada pelo valor nominal associado à obrigação. Os cupões são pagos periodicamente, sendo esta periodicidade a que for acordada no contrato, e até à maturidade da obrigação.
Current Ratio:
Pretende verificar se a quantidade de ativos circulantes que uma empresa possui é maior do que seus passivos circulantes. É calculado dividindo o ativo circulante pelo passivo circulante. Por exemplo, para uma empresa que tenha 10 mil dólares em ativos circulantes e 5 mil dólares em passivos circulantes: 10.000 / 5.000 = 2x mais ativos circulantes do que passivos circulantes. É um índice de liquidez e mede a capacidade que uma empresa tem de pagar as suas obrigações a curto prazo.
D
Debt to Equity Ratio:
Mede o grau em que uma empresa está a financiar as suas operações por meio de dívida ou por fundos próprios. É calculado através da divisão entre a totalidade do passivo e a totalidade do capital próprio.
Demonstração de Resultados:
Evidencia todas as receitas e despesas de uma empresa ao longo de um período de tempo (seja um ano, um semestre, etc.). A DR é utilizada para analisar o desempenho economico da empresa, fazendo parte das três principais demonstrações financeiras (a par do balanço e mapa de cash-flows) que relatam o desempenho financeiro de uma empresa durante um período específico.
Derivados Financeiros:
Um derivado é um instrumento financeiro, cujo preço depende das flutuações de valor de um ativo, ou de um grupo de ativos, subjacente(s). Entre outros, os ativos subjacentes mais comuns são ações, taxas de juro e de câmbio, obrigações, commodities e índices de mercado.
Estes contratos são acordados entre duas ou mais partes e são movimentados em mercados de balcão ou mercados exchange. Exemplos destes contratos são futuros, forwards, swaps e opções.
Diretor Executivo (CEO):
O diretor executivo representa a posição mais elevada dos executivos de uma empresa e atua como um intermediário entre o conselho de administração e as operações diárias da empresa, as quais estão ao seu encargo.
As responsabilidades do diretor executivo variam em função do tamanho e estrutura da empresa, assim como a cultura estabelecida. Normalmente, é o seu dever gerir a empresa e lidar com todos os assuntos que envolvam o seu crescimento, seja estabelecer a visão estratégica relativamente às operações da empresa ou gerir os seus recursos.
Diretor Financeiro (CFO):
O diretor financeiro é responsável pelo controlo de toda a parte financeira da empresa e representa a posição mais elevada dentro deste departamento.
A sua função é analisar, planear, desenvolver e administrar estratégias financeiras que asseguram à empresa ter fundos suficientes para necessidades de curto prazo e para o seu crescimento a longo prazo. Desta forma, tomam decisões em relação ao financiamento de projetos, gestão de receitas e despesas e orçamento e os investimentos que a empresa realiza.
Para além disto, também garantem que os relatórios financeiros são apresentados atempadamente e de forma correta.
Dividendos:
Os dividendos correspondem à fração do lucro, de uma determinada empresa, que será entregue aos acionistas como forma de retorno pelo investimento de capital realizado. O acionista terá direito a uma quantia proporcional à percentagem que detém dessa empresa.
Anualmente, na Assembleia Geral de Acionistas, é decidido se serão distribuídos dividendos e em que montante, e ainda,  se o pagamento será feito em dinheiro ou em ações adicionais.
Duration:
A duration de uma obrigação pode referir-se a duas coisas diferentes. A duration Macaulay mede quanto tempo leva, em anos, para que um investidor obtenha todos os fluxos de caixa da obrigação. Por vezes, este conceito é confundido com a maturidade de uma obrigação, por ser também medido em anos. No entanto, a maturidade de uma obrigação é uma medida linear dos anos até ao vencimento do reembolso do capital, não se alterando tendo em conta as taxas de juro. A duration, por outro lado, não é linear, sendo que quanto maior for a taxa de juro da obrigação, menor será a duration, e quanto maior for a maturidade, maior será a duration.
O segundo tipo é chamado de modified duration. Ao contrário da primeira, a modified duration não é medida em anos, medindo a mudança esperada no preço de uma obrigação para uma alteração de 1% nas taxas de juro, sendo então uma medida da sensibilidade do preço de uma obrigação ou de outro instrumento de dívida a uma alteração nas taxas de juro. Assim, em geral, quanto maior for a duration, mais o preço de uma obrigação cairá à medida que as taxas de juro aumentam (e maior é o risco da taxa de juro).
E
Empresas de capital aberto (public companies)
Empresas de capital aberto, em inglês conhecidas como “public companies”, são empresas que já se encontram cotadas na bolsa de valores. Para isto acontecer, é necessário que a empresa tenha feito um IPO.
Depois disso, uma empresa de capital aberto pode vender ações e outros instrumentos financeiros ao público.
Exchange Tradable Funds (ETFs):
Os ETFs são ativos financeiros que têm como objetivo replicar a performance de mercados, índices de mercado, sectores da economia, determinados ativos, entre outros. Este tipo de título pode ser comprado ou vendido numa bolsa de valores, tal como as ações.
F
Fluxos de Caixa (Cash-Flows):
Os fluxos de caixa referem-se aos movimentos de entrada e saída de dinheiro de uma empresa, tipicamente categorizados como fluxos de caixa de operações, investimento e financiamento. O dinheiro recebido é a entrada e o dinheiro gasto é a saída.
A um nível fundamental, a capacidade de uma empresa para criar valor para os acionistas é determinada pela sua capacidade de gerar fluxos de caixa positivos, ou mais especificamente, maximizar o fluxo de caixa livre a longo prazo (Free Cash Flow). O FCF é o dinheiro que uma empresa gera a partir das suas operações comerciais, após subtrair qualquer dinheiro gasto em despesas de capital.
Fundo de emergência:
O termo “fundo de emergência” refere-se ao dinheiro posto de parte para que as pessoas possam utilizar em tempos de dificuldades financeiras. O seu objetivo é melhorar a segurança financeira, criando uma rede de segurança que pode ser utilizada para fazer face a despesas imprevistas, tais como uma doença ou obras em casa. Os indivíduos devem manter os seus fundos de emergência em contas facilmente acessíveis e liquidáveis.
Fundos mútuos:
Os fundos mútuos são veículos financeiros que permitem que os investidores invistam num portfólio diversificado. Isto porque este tipo de instrumento financeiro funciona como uma carteira de ativos como ações, obrigações, ouro, derivados, imobiliário, ou até mesmo outros fundos. Assim, o desempenho total do fundo deriva da agregação do desempenho dos investimentos subjacentes.
Os fundos mútuos são operados por gestores profissionais, que alocam os ativos do fundo e tentam produzir rendimentos para os investidores do fundo. A carteira de um fundo mútuo é estruturada e mantida para corresponder aos objetivos de investimento declarados no seu prospeto. Cada acionista, portanto, participa proporcionalmente nos ganhos ou perdas do fundo, sendo que são cobradas taxas anuais e, em alguns casos, comissões, que podem afetar o seu rendimento global.
Futuros:
Futuros são um contrato para comprar ou vender um certo ativo subjacente, a um determinado preço e momento no futuro, ambos pré-determinados no contrato.
Estes contratos são movimentados na bolsa de valores e, para simplificar o acordo entre as partes, os termos do contrato são uniformizados, não podendo ser alterados. Portanto, apenas os contratos já existentes na bolsa de valores poderão ser acordados.
O contrato impõe que, a parte que obtém a posição de compra, adquira o ativo subjacente no momento futuro acordado e, a parte que obtém a posição de venda, entregue o ativo subjacente. No entanto, a maioria dos contratos futuros são concluídos antes da sua maturidade e, portanto, não há lugar à entrega do ativo.
G
Grau de Alavancagem Financeira:
O Grau de Alavancagem Financeira é o risco financeiro que está associado à volatilidade dos valores mobiliários, à variação das taxas de câmbio e à variação das taxas de juro.
O grau de alavancagem financeira mede o impacto de uma variação percentual dos resultados operacionais sobre a variação percentual nos resultados líquidos.
Grau de Alavancagem Operacional:
O grau de alavancagem operacional é uma medida do risco do negócio. Mede o impacto de  uma variação percentual nas quantidades produzidas e vendidas sobre a variação percentual nos resultados operacionais.
H
Hedge Funds
Os fundos hedge são fundos de investimento cuja estratégia principal é a proteção dos ativos de perdas financeiras, enquanto procuram gerar elevados retornos, de modo a oferecer retornos positivos aos seus investidores. Para obter uma rentabilidade mais alta que a média do mercado, são adotadas estratégias mais arrojadas e que exigem um profundo conhecimento por parte de quem gere os fundos.
Num fundo hedge, o gestor capta o dinheiro de investidores externos e depois investe-o de acordo com uma estratégia definida. Um aspeto que tem distinguido a indústria deste tipo de fundos é o facto de estes não possuírem regulamentação rígida, sendo que o gestor é livre para escolher onde investir o dinheiro dos clientes, e para utilizar alavancagem, constituindo um fundo de investimento mais arriscado do que, por exemplo, fundos mútuos.
I
Inflação:
A inflação representa a subida generalizada dos preços de bens e serviços de uma economia. De modo a medir a evolução média dos preços de um cabaz de bens e serviços, utiliza-se índices de consumidores. No caso português, usa-se o Índice  de Preço dos Consumidores (IPC). 
O índice mede o custo médio de vida de uma economia. De modo que, se existe uma subida deste (inflação), significa que o custo/nível de vida de uma economia está a subir.
Initial Public Offering (IPO):
Initial Public Offering, consiste na venda de ações de uma empresa que era de capital fechado (private company) na bolsa de valores ao público, tornando-se por consequência cotada, e uma empresa de capital aberto (public company).
Insiders:
Um insider é um diretor, um executivo sénior, uma entidade ou um indivíduo que possua mais de 10% das ações com direito a voto de uma empresa de capital aberto.
Nos Estados Unidos, a Securities and Exchange Commission (SEC) promulgou regras rigorosas para evitar que os insiders se envolvam em negociações com informações privilegiadas.
Insider trading refere-se ao processo de compra e venda de ações de uma empresa, por parte dos insiders, com base em informações relevantes que não estão disponíveis ao público em geral.
Interest rate swap:
Um interest rate swap é um contrato a termo, em que ambas as partes trocam entre si uma sequência de cash-flows, calculados em função de uma taxa, fixa ou variável, sobre um determinado valor nominal. No entanto, este valor nominal nunca é trocado entre as partes, tendo apenas a função de valor de referência para o cálculo dos cash-flows a pagar.
Os pagamentos são realizados em termos líquidos, de forma a que uma das partes remeta a diferença entre os dois pagamentos para a outra parte. Este tipo de swap divide-se em três categorias: taxa fixa para variável, taxa variável para fixa e taxa variável para variável.
Um caso ilustrativo será o de uma empresa A acordar com uma empresa B, o pagamento de fluxos determinados por uma taxa de juro fixa sobre o valor nominal, enquanto que a empresa B se compromete a realizar o pagamento de fluxos referentes a uma taxa variável como, por exemplo, a Euribor, sobre esse mesmo valor nominal.
J
Juros compostos:
Os juros compostos caracterizam-se pelo reinvestimento dos juros, sendo que o juro devido em cada período é adicionado ao capital inicial (emprestado), constituindo um capital maior, formando  juros seguintes também maiores. Ou seja, no caso de um depósito bancário, por exemplo, os juros, em vez de serem dados diretamente ao credor, são adicionados ao depósito a prazo, permitindo a capitalização dos juros simples e um capital crescente ao longo do tempo. Assim, ao reinvestir o dinheiro acaba por obter um retorno superior.
Juros:
O juro representa a remuneração que advém do empréstimo de dinheiro, ou seja, é o rendimento que se obtém quando se empresta dinheiro por um determinado período de tempo. O credor é quem tem o direito a receber esses juros. Uma vez que emprestou o recurso, é necessária uma compensação pelo tempo que ficará sem utilizar o dinheiro emprestado. Por outro lado, o devedor, quem contrai o empréstimo, é quem tem de pagar os juros pela disponibilidade do recurso no momento presente.
Assim, ao fazer um depósito a prazo no banco, por exemplo, estando a emprestar dinheiro à instituição bancária, tem como recompensa uma percentagem desse montante. O mesmo acontece quando pede um empréstimo ao banco, sendo que este é concedido mediante um valor, representado pelos juros. Este valor pode ser pago de acordo com uma periodicidade combinada entre as partes, podendo ocorrer mensalmente, semestralmente ou anualmente.
K
KPIs:
Representa a sigla de Key Performance Indicators, ou, em português, Indicadores-Chave de Performance. Um KPI tem como principal função medir o desempenho de uma estratégia ou de uma empresa a longo prazo. Assim, estes indicadores conseguem medir o sucesso de uma empresa versus um conjunto de metas, objetivos, ou empresas da mesma indústria.
Os KPIs podem ser estabelecidos para qualquer aspeto de uma organização que possa ser mensurável, podendo ser indicadores económicos, financeiros, logísticos, de produção, de qualidade, entre outros. Um exemplo de um KPI financeiro é o current ratio. Outro indicador muito utilizado é o de rentabilidade que procura medir, em percentagem, quanto é que os investimentos feitos renderam para a empresa (Lucro Líquido/Investimentos x 100). Há muitos outros KPIs disponíveis por onde escolher de modo a entender o sucesso de uma empresa, e em que áreas é que esta pode melhorar. 
L
Leasing:
O leasing é uma forma de financiamento concedida a empresas ou a particulares, mediante a celebração de um contrato de locação financeira.
A locadora (quem financia) disponibiliza ao locatário (cliente) o uso temporário de um bem, mediante o pagamento de uma renda definida entre ambos durante um determinado período. Em Portugal, o tipo de leasing mais utilizado é o leasing automóvel.
O valor da renda a pagar pelo locatário engloba o valor do bem, o IVA, as comissões e a taxa de juro.
Com um leasing, o locatário tem a opção de adquirir o bem no final do prazo do contrato, mediante o pagamento de um valor residual.
Liquidez:
A liquidez envolve duas dimensões: a facilidade de conversão e a perda de valor. Corresponde desta forma à facilidade com que o investidor transforma o seu ativo ou bem em dinheiro, sem que o valor seja perdido. Quanto mais fácil e mais rápido for o processo, maior será a liquidez. O ouro e alguns fundos de investimento são exemplos de liquidez. Por outro lado, a venda de um imóvel é considerada de baixa liquidez, uma vez que é necessário mais tempo até conseguir efetivá-la.
No mercado financeiro, podem existir dois tipos de liquidez. Na liquidez diária o ativo pode ser resgatado a qualquer momento. Na liquidez no vencimento os ativos só podem ser resgatados na data de vencimento.
Lucro por ação (Earnings per share):
Calculado através da divisão do lucro total da empresa pelo número de ações. Serve como indicador da rentabilidade de uma empresa. O lucro por ação é normalmente anunciado em reuniões de acionistas com periodicidade trimestral.
M
Mapa de Cash-Flows:
Mostra os aumentos e diminuições de dinheiro em caixa ao longo de um período de tempo (seja um ano, um trimestre, etc.). O mapa de Cash-Flows divide-se em três tipos de fluxos, provenientes de: atividades operacionais, atividades de investimento e atividades de financiamento. Mostra a variação líquida no saldo de caixa do início ao fim do período. Faz parte das três principais demonstrações financeiras (a par da demonstração de resultados e balanço) que relatam o desempenho financeiro de uma empresa durante um período específico.
Mark-to-Market:
Este mecanismo existe no mercados de futuros e faz com que no final de cada dia de transações, seja fixado um novo preço de liquidação. Desta forma a conta de capitais próprios do investidor é ajustada de modo a refletir os ganhos ou perdas na sua posição.
Maturidade
A maturidade, maturity em inglês, é a data em que a vida de uma transação ou um instrumento financeiro termina. Ou seja, se uma obrigação tem uma maturidade de 2 anos, significa que em 2 anos o/a investidor(a) em 2 anos receberá o último cupão associado à obrigação.
Mercado de Balcão (Over the Counter):
O mercado de balcão é um mercado de títulos remoto e descentralizado, onde uma rede de participantes se conecta por telefone ou através de um sistema informático. As instituições financeiras, principalmente bancos, atuam como formadores de mercado (market makers) e, portanto, estabelecem os preços aos quais estão dispostos a comprar e a vender um certo produto financeiro.
Neste mercado, ocorrem todas as transações fora da bolsa de valores (algumas das quais não são passíveis de negociação em bolsa), no qual duas partes acordam, livremente, quaisquer termos de um contrato referente a um certo título, como ações, obrigações e commodities. Desta forma, apenas as partes envolvidas conhecem os termos do contrato e, portanto, as operações são menos transparentes.
A flexibilidade que o mercado de balcão permite na construção dos termos de um contrato implica que este será bastante específico, e, juntamente com o facto de haver negociação em bolsa, resulta num entrave à sua posterior negociação e, portanto, num problema de liquidez.
N
Notação de risco (Rating):
Dá-se pela classificação do nível de risco de uma empresa ou de um instrumento financeiro, realizada por um analista ou por uma entidade especializada. As principais entidades que emitem estas classificações são a Standard & Poor’s, Moody’s Investors Service, Fitch Ratings e a Thomson Financial BankWatch. Este tipo de classificação procura medir a qualidade de crédito de uma entidade emitente, avaliando a capacidade da respetiva entidade proceder ao cumprimento atempado do serviço da dívida, tendo em conta a probabilidade de default, ou seja, a probabilidade da entidade entrar em incumprimento, dada a sua situação económico-financeira. Deste modo, os investidores e analistas utilizam classificações para avaliar o risco de um investimento.
Para além disso, estas notações podem também incidir sobre uma avaliação da solvabilidade ou capacidade de reembolso de um país, tendo em consideração a sua taxa de incumprimento (default) percentual estimada e o risco político.
O
Obrigação Convertível:
Uma obrigação convertível é um instrumento financeiro híbrido, onde se combinam as características de uma obrigação com uma opção de compra (call option). Esta opção permite, ao detentor, converter a obrigação num número pré-determinado de ações da empresa, num determinado momento ou num certo intervalo de tempo, conforme seja, respetivamente, uma opção europeia ou americana. No entanto, ao exercer a opção, o investidor cessa de ser um obrigacionista da empresa e torna-se num acionista.  
Desta forma, é crucial delinear: (1) o período de conversão; (2) o rácio de conversão, que irá determinar quantas ações o investidor irá receber após converter uma única obrigação (por exemplo, um rácio de 30:1, significa que 1 obrigação pode ser convertida em 30 ações); (3) o preço por ação, resultante do rácio de conversão, sendo que o pagamento é sempre feito em obrigações.
Obrigação com Warrant:
Uma obrigação com warrant é um instrumento financeiro híbrido. Como o nome refere, combina as características de uma obrigação com um warrant, sendo esta última uma opção de compra (call option). Uma warrant permite, ao/à detentor(a), adquirir um certo número de ações da empresa a um preço pré-estipulado, num determinado momento ou num certo intervalo de tempo, conforme seja, respetivamente, uma opção europeia ou americana. Deste modo, opera de forma similar a uma obrigação convertível.
No entanto, existem duas importantes diferenças. A primeira refere-se ao facto de que, neste caso, os dois instrumentos são desagregáveis e, portanto, o exercício do warrant não elimina a obrigação. Consequentemente, se o/a investidor(a) ainda detiver a obrigação, ao exercer esta opção, para além de ser um obrigacionista da empresa, torna-se simultaneamente um acionista.
Isto implica que, após as respetivas emissões, os dois instrumentos podem ser movimentados no mercado de forma autónoma. Por exemplo, um(a) investidor(a), poderá vender o seu warrant no mercado, independentemente de ainda deter ou não a obrigação.
Obrigações:
Uma obrigação é um instrumento financeiro de renda fixa que corresponde a um empréstimo realizado por um investidor a um devedor (normalmente entidades).
A maioria das empresas, precisam de mais dinheiro do que aquele que os bancos estão dispostos a fornecer e as obrigações vêm solucionar este problema. Os mercados de dívida pública permitem aos investidores assumirem o papel de credores, emprestando o capital necessário às entidades, que será acrescido de um determinado montante de juros durante um período pré-determinado. Para além disso, os mercados permitem ainda que os credores vendam as suas obrigações a outros investidores ou as comprem depois da organização emissora ter levantado o capital.
Opção de compra (Call Option)
Uma opção de compra (call option) é um dos tipos de opções financeiras. Este instrumento dá ao/à detentor(a) o direito (mas não o dever) de comprar o ativo subjacente, desde que proceda ao pagamento de um preço pré-determinado durante a celebração do contrato (preço de exercício). 
Deste modo, um(a) investidor(a) que compre/exerça uma call option acredita que o preço do ativo subjacente irá estar acima do preço de exercício antes da data de expiração de exercício da opção.
Esta venda pode ocorrer a qualquer momento até à data de expiração (no caso de opções do estilo americano), ou só no momento de expiração (no caso de opções do estilo europeu).
Opção de venda (Put Option):
Uma opção de venda (put option) é um dos tipos de opções financeiras. Este instrumento dá ao/à detentor(a) o direito (mas não o dever) de vender o ativo subjacente a um preço pré-determinado durante a celebração do contrato (preço de exercício). 
Deste modo, um(a) investidor(a) que compre uma put option acredita que o preço do ativo subjacente irá descer abaixo do preço de exercício antes da data de expiração de exercício da opção.
Esta venda pode ocorrer a qualquer momento até à data de expiração (no caso de opções do estilo americano), ou só no momento de expiração (no caso de opções do estilo europeu).
Opção:
Opções são derivados financeiros que dão a opção ao/à seu/sua detentor(a) de vender ou comprar o ativo subjacente. A opção pode ser exercida dado que o/a detentor(a) pague um preço de exercício, sendo este determinado no momento da elaboração do contrato. 
Existem dois tipos de opções: opções de compra (call  options), e opções de venda (put options).
Over-the-counter:
Over-the-counter (OTC) é uma referência ao processo de negociação de títulos de empresas que não estão listadas numa bolsa formal (ex. NYSE, NASDAQ, etc.).
Os títulos negociados over-the-counter são comercializados através de uma rede de brokers-dealers privada, e não através de uma bolsa centralizada.
A negociação OTC ajuda a promover ações e instrumentos financeiros que, de outra forma, estariam indisponíveis para os investidores.
Algumas firmas escolhem vender as suas ações desta maneira por forma a evitar os custos adicionais e os requisitos regulamentares exigidos pelas grandes bolsas.
P
Pink Sheets:
As pink sheets são listagens de ações negociadas over-the-counter (OTC). Muitas destas listagens remetem para ações de empresas que não cumprem com os requisitos das principais bolsas de valores dos EUA, como a New York Stock Exchange (NYSE). A maioria representa penny stocks negociadas por menos de 5 dólares.
O nome Pink sheets é uma referência à cor do papel onde inicialmente os preços das ações eram publicados. Hoje em dia este processo é feito eletronicamente, mas o nome continua a ser utilizado quando se fala em trocas OTC.
A negociação de títulos pink sheet é geralmente vista como altamente especulativa devido à falta de liquidez e fraca regulamentação dos mesmos.
Portfólio:
Portfólio consiste no conjunto de instrumentos financeiros nos quais um(a) investidor(a) investe. Poderá chamar-se também,  carteira de investimentos, onde estão presentes todos os ativos financeiros aprovados pelo cliente por forma a realizar determinado  investimento. Assim, o retorno e orisco  de um portfólio depende dos instrumentos que o constituem.
Os instrumentos financeiros que constituem os portfólios são, maioritariamente: ações, obrigações, ETFs e dinheiro.
Presidente do Conselho de Administração:
O/A presidente eleito está encarregue de liderar e dirigir as reuniões do conselho de administração, certificando-se que se chegará a um consenso sobre determinado tópico.

As responsabilidades atribuídas ao/à presidente e os procedimentos para a sua eleição não estão definidos por nenhuma lei específica e, portanto, dependem dos estatutos da empresa.  

Desta forma, o seu papel na empresa poderá variar entre dois extremos. Por um lado, o/a presidente poderá, simplesmente, ser responsável por liderar as reuniões. Por outro lado, poderá interagir com o diretor executivo na gestão das operações diárias e ter um grande impacto na tomada de decisões.

Todas as suas decisões deverão, tal como aos outros membros do conselho, ter em vista os interesses dos acionistas e executivos da empresa. Apesar de exercer a posição de presidente, tal cargo não lhe impele um maior poder de decisão em relação aos outros membros do conselho.
Private Equity (Capital Privado):
Private equity (PE) corresponde a uma modalidade de investimento, realizada por indivíduos com elevado valor líquido ou por empresas que adquirem participações noutras empresas privadas ou adquirem o controlo de empresas públicas com planos de as tornar privadas, retirando-as das bolsas de valores. Assim, os investidores ou empresas de private equity investem diretamente em empresas com grande potencial de crescimento a médio e longo prazo, com o intuito de lucrar com uma futura venda. Este tipo de investimento difere do Venture Capital no risco associado, uma vez que o PE é geralmente alocado a empresas que já possuem um faturamento considerável e um mercado consolidado. Assim, a intenção é potencializar ainda mais essas empresas.
Q
Quick Ratio:
O quick ratio é um KPI financeiro, e constitui um indicador que mede a capacidade de uma empresa cumprir com as suas obrigações a curto prazo com os seus ativos mais líquidos. Ou seja, avalia a capacidade de a empresa utilizar instantaneamente os seus ativos que podem ser convertidos rapidamente em dinheiro para pagar as suas obrigações correntes, sem precisar de vender o seu inventário ou obter financiamento adicional.
Assim, quanto maior for o rácio, melhor será a liquidez e a saúde financeira de uma empresa, e quanto mais baixo for, mais provável será que a empresa tenha dificuldades em pagar as dívidas. O quick ratio é considerado uma medida mais conservadora do que o current ratio, que inclui todos os ativos correntes como cobertura do passivo corrente.
R
Rendimento de Dividendos (Dividend Yield):
O rendimento de dividendos, expresso em percentagem, é um indicador que mede a proporção de dividendos pagos relativamente ao valor das ações de uma determinada empresa.
Assim, é calculado pelo rácio entre os dividendos pagos no último ano e o preço da ação no ano anterior, e exprime a fração de retorno por dividendos dos acionistas.
Rentabilidade:
A rentabilidade é um dos termos mais importantes usados nos mercados financeiros. Corresponde ao retorno que se obtém sobre o investimento realizado, o  rendimento.  Pode ser definida de diferentes formas, através de taxas pré ou pós fixadas ou pela valorização, visível no mercado de ações. Normalmente é expressa em percentagem, por exemplo, 9% ao ano.
Geralmente, investimentos de alta volatilidade, como o caso do mercado de ações, possuem maior risco e liquidez. Desta forma a rentabilidade irá variar conforme o sucesso ou fracasso destes indicadores. Para determinar a rentabilidade de investimentos deve-se ter em conta outros fatores importantes, nomeadamente, os impostos, as taxas administrativas de intermediadores e a inflação no período do investimento.
Return on Equity (ROE):
O return on equity, ou rendibilidade do capital próprio, é uma medida do desempenho financeiro calculada através da divisão do rendimento líquido pelo capital próprio dos acionistas. Assim, o ROE é considerado uma medida da rentabilidade de uma empresa em relação ao capital próprio.
Porém, se o ROE é considerado bom ou mau irá depender do que é normal entre a indústria ou entre os concorrentes da empresa em questão, servindo apenas como termo de comparação. 
Risco Financeiro:
Um dos conceitos mais abordados no mundo financeiro é o risco. O potencial que o investimento tem de não conseguir alcançar o resultado esperado é chamado de risco financeiro. Contudo, o risco não está somente associado ao “insucesso”. Ou seja, o risco corresponde à incerteza, tanto para o bom como para o mau.
No mundo empresarial, o risco financeiro refere-se às decisões de financiamento da empresa, ou seja, a capacidade de não conseguir honrar as obrigações financeiras assumidas. Ou seja, uma entidade com baixo nível de endividamento apresenta também um baixo nível de risco financeiro e vice-versa.
O risco financeiro pode assim, ser dividido em risco de mercado, risco operacional, risco de liquidez e risco de crédito.
Rácio Preço-Lucros (Price to Earnings Ratio): 
Refere-se ao preço de uma ação relativamente aos seus ganhos. Um bom índice de P/E varia entre 15 e 20, sendo que para uma conclusão sobre a satisfatoriedade do rácio, deve-se sempre comparar à média da indústria. É calculado dividindo o preço da ação pelo lucro por ação (Earnings per share). Assim, pretende verificar se uma empresa se encontra subvalorizada ou sobrevalorizada.
S
SEC: https://www.sec.gov/
A United States Securities and Exchange Commission é uma agência independente do governo federal, responsável por proteger os investidores, mantendo o funcionamento justo e ordenado dos mercados de valores mobiliários.
Seasoned Equity Offering (SEO):
Uma Seasoned Equity Offering é implementada por uma empresa que necessita de angariar mais fundos do mercado, após já ter realizado a sua IPO, e, portanto, irá emitir ações ou obrigações adicionais.
Os novos títulos vendidos poderão ser primários, no caso de serem emitidos pela empresa no momento, ou secundários, no caso de serem vendidos títulos que se encontram na posse de investidores da empresa.
A principal diferença para uma IPO é que, neste caso, já existe um preço de mercado que é usado como referência para definir o preço dos novos títulos emitidos. Assim, o novo preço será estabelecido abaixo do preço já vigente no mercado, por forma a incentivar o público a adquirir os novos títulos.
Seleção adversa:
A seleção adversa é um risco enfrentado por investidores. Este ocorre quando existe assimetria de informação (uma das partes sabe mais ou menos sobre ou do que a outra), e esta desvantagem é explorada. Este problema depois leva a que uma das parte escolha um investimento subótimo ou mesmo mau, uma vez que não têm toda a informação necessária para fazer uma boa decisão.
Shares float:
Quantidade de ações disponíveis ao público / negociadas publicamente
Short selling:
Short selling é uma estratégia de investimento. Esta é feita através da seguinte sequência: o investidor pede uma ação (ou qualquer outro instrumento financeiro) emprestada, a qual é vendida, de seguida, no mercado financeiro. Mais tarde, após a descida de preço, é comprada outra vez pelo investidor, e por fim, a ação é devolvida a quem a emprestou em primeiro lugar.
Special Purpose Acquisition Company (SPAC)
Uma SPAC é uma empresa sem fins comerciais, especialmente constituída com o fim de angariar fundos, através de uma IPO, para uma futura fusão ou aquisição de uma empresa já existente. Apesar de já existirem há várias décadas, têm ganho uma grande preponderância em anos mais recentes.
São normalmente designadas de empresas “cheque em branco”, já que os investidores compram ações ou blocos de ações da empresa, muitas vezes sem conhecimento de qual será a empresa alvo da aquisição.
Portanto, para os embaixadores das SPACs conseguirem angariar fundos dos investidores com sucesso, terão de ser pessoas com, por alguma razão, credibilidade no mercado, ou, então, com conhecimento e experiência numa certa indústria, para que possam proporcionar confiança aos investidores.
Os fundos ficarão guardados numa conta garantia, a vencer juros, até que se conclua a aquisição. Os embaixadores, normalmente, têm um prazo limite de 2 anos para realizar a aquisição, antes que a SPAC seja dissolvida e os fundos devolvidos.
Tipicamente, estabelece-se o preço das ações a 10 dólares e, juntamente, os investidores recebem um warrant com um preço de exercício de 11,5 dólares.
Spread:
O spread pode ter vários significados e diferentes nomes consoante o seu contexto.   No fundo, trata-se da diferença de preço entre dois ativos, taxas ou yields. Pode assim referir-se à diferença de preço entre a compra e venda de uma ação, título ou transação monetária. 
Exemplificando, quando o banco lhe empresta dinheiro, cobra uma taxa maior do que aquela que foi a sua taxa de captação desse mesmo capital. A essa taxa dá-se o nome de spread bancário. Já na compra e venda de ações, à diferença entre o preço de compra (bid) e o preço de venda (ask) dá-se o nome de bid-ask spread.
Para os analistas, o spread é visto como um indicador que nos pode dar pistas acerca da volatilidade, liquidez ou volume de transação de um certo ativo.
Startup:
Consiste numa empresa inovadora em fase inicial, em condições de incerteza, mas com um elevado potencial de crescimento. A expressão startup (start: começar ; up: subir) conduz a uma ideia de rápido crescimento na fase inicial do negócio. 
Stock Scanners:
Um scanner de ações é uma ferramenta de triagem que efetua uma pesquisa de mercado para encontrar stocks que reúnam um conjunto de critérios e métricas, selecionados pelo usuário, por forma a facilitar o estudo e a análise do mercado. A velocidade e conveniência destas ferramentas tornam-nos numa ferramenta essencial, para que todos os investidores possam negociar de forma mais ponderada.
Stop Loss (SL):
Uma Stop Loss pode ser definida como uma ordem de venda antecipada de um ativo quando este atinge um determinado preço, à semelhança de uma ordem “Take Profit”. Também conhecida como “ordem stop”, consiste numa ordem automática que um investidor coloca junto da corretora/agente, sendo que tem de pagar uma certa comissão. É utilizada para limitar a perda ou ganho numa transação, sendo que ao colocar uma ordem stop-loss, o investidor instrui a corretora/agente a vender um título quando este atinge um limite de preço pré-definido.
Swaps:
Um swap é um contrato negociado entre duas partes com a finalidade de troca de cash-flows, em momentos específicos no futuro e de acordo com as regras específicas acordadas, que ditarão o método de cálculo dos cash-flows a serem pagos. 

Existe uma infinidade de contratos swap, dado que poderão ser negociados tendo em conta os vários ativos subjacentes. Assim, a natureza e características dos cash-flows irá depender do tipo de contrato swap. O mais comum é o interest rate swap, que envolve uma troca de fluxos referentes às taxas de juro. 

Estes contratos são movimentados nos mercados de balcão e são inteiramente não uniformizados pelo que as partes envolvidas poderão acordar quaisquer termos.
T
Take Profit (TP):
Uma Take Profit é uma ordem posta em prática pelos investidores para maximizar os seus lucros. Dado um determinado preço acima do preço de compra, escolhido pelo investidor, através desta ordem, se o preço de um ativo atingir esse limite, este é vendido automaticamente. Se o preço não atingir esse limite, a ordem não é executada. Este tipo de ordem é uma estratégia de curto prazo, sendo útil para investidores especuladores que queiram tirar partido de um rápido aumento do preço dos títulos para obterem um lucro imediato.
Taxa Forward
Uma taxa forward, ou taxa a prazo, é uma taxa de juro aplicável a uma transação financeira que terá lugar no futuro. As taxas forward são calculadas a partir da taxa à vista (spot) e são ajustadas para determinar a taxa de juro futura que iguala o retorno total de um investimento de longo prazo com uma estratégia de rolagem sobre um investimento de curto prazo.
Esta taxa pode também referir-se à taxa fixada para uma obrigação financeira futura, tal como a taxa de juro sobre o pagamento de um empréstimo. Para além disso, de modo a mitigar os riscos de reinvestimento, um investidor pode celebrar contrato que lhe permite investir em fundos daqui a X meses à atual taxa forward, e nessa altura, poderá decidir utilizar a taxa do momento (spot) ou a taxa forward contratada, segundo o que lhe for mais vantajoso (contrato forward).
Taxa Interna de Retorno (TIR):
A Taxa Interna de Retorno é uma métrica utilizada na análise financeira e permite-nos saber se é viável investir num determinado projeto, uma vez que estima a rentabilidade de potenciais investimentos.
É uma medida expressa em percentagem, que demonstra a taxa anual de crescimento que se espera que um investimento gere. Assim, esta métrica é frequentemente utilizada para analisar o potencial retorno de um novo projeto. Como esta taxa transforma a rentabilidade de um investimento numa percentagem, é muito útil para comparar diferentes opções, sendo que o projeto com a TIR mais elevada seria provavelmente considerado o melhor.
Taxa Spot:
A taxa spot ou taxa à vista, também referida como “preço à vista”, é o valor atual de mercado de um ativo disponível para entrega imediata no momento da cotação. Este valor é, por sua vez, baseado em quanto os compradores estão dispostos a pagar e quanto os vendedores estão dispostos a aceitar, o que geralmente depende de uma mistura de fatores, incluindo o valor de mercado atual e o valor de mercado futuro esperado. Assim, representa o preço cotado para liquidação imediata sobre uma taxa de juro, uma mercadoria, um título, ou uma moeda.
As taxas spot para determinadas taxas cambiais, mercadorias e outros títulos são utilizadas para determinar os preços de futuros (taxas forward) e estão correlacionadas com eles.
U
Unidade de participação
As unidades de participação são as frações individuais, com características idênticas, que, no seu conjunto, representam o valor do património global de um fundo de investimento, num dado momento. Por outras palavras, uma unidade de participação constitui um instrumento financeiro representativo de parte do património de um fundo de investimento.
V
Venture Capital (Capital de Risco)
Venture capital, ou capital de risco, é uma forma de capital privado (private equity) e um tipo de financiamento que os investidores fornecem às empresas em fase de arranque e às pequenas empresas em que se acredita terem um potencial de crescimento a longo prazo. O venture capital provém geralmente de investidores com muito dinheiro, bancos de investimento, e quaisquer outras instituições financeiras. Contudo, nem sempre assume uma forma monetária, podendo também ser fornecido sob a forma de conhecimentos técnicos ou de gestão. O venture capital é tipicamente atribuído a startups ou a pequenas empresas com um grande potencial de crescimento, ou a empresas que cresceram rapidamente e parecem estar prontas a continuar a expandir-se.
Volatilidade:
A volatilidade é uma medida estatística que representa o grau de variabilidade dos preços de um ativo, analisando a frequência e a intensidade das suas oscilações num determinado período de tempo. Quanto maior for a variação observada nos preços, maior será a volatilidade de tal instrumento.
Através desta medida, o investidor poderá ter uma melhor ideia sobre a variação do preço do ativo no futuro, de forma a estudar melhor o seu investimento e adotar uma estratégia mais adequada mediante informações sobre a estabilidade ou a instabilidade de um dado mercado.
É importante notar que investimentos mais voláteis tendem a ser, naturalmente, mais arriscados, devido à sua imprevisibilidade.
W
Warrant:
Um warrant é um derivado financeiro que proporciona ao/à seu/sua detentor(a) o direito, mas não o dever, de comprar um certo número de ações de uma empresa, a um determinado preço estipulado previamente no contrato, designado de preço de exercício.
Esta opção de compra (call option) poderá ser exercida no momento de expiração (no caso de opções europeias) ou em qualquer momento até à sua data de expiração (no caso de opções americanas).
Como se poderá aperceber, os warrants operam de forma similar às opções de compra. No entanto, existem diferenças cruciais. No caso dos warrants, o vendedor deste instrumento é a própria empresa e, quando o warrant é exercido, a empresa é obrigada a emitir novas ações, o que resulta numa diluição acionária.
X
XRT:
O XRT é uma extensão presente após o símbolo do ticker de uma ação e indica que a ação está a ser negociada numa base de ex-direitos. (XRT é uma abreviatura da palavra ex-rights). Ex-direitos significa que o comprador da ação já não tem o direito de comprar mais ações a um preço mais baixo, porque esses direitos expiraram. Ou seja, antes dessa data, quando o investidor ainda tinha esses direitos, este poderia comprar mais ações a um preço inferior ao preço de negociação durante o primeiro mês ou dois após a compra inicial. 
Assim, o XRT é exibido no ticker para maior clareza e para evitar confusões sobre se os direitos permanecem, ou não, num determinado momento. 
Por exemplo, se uma certa empresa com ticker XYZ estiver a ser negociada numa base de ex-direitos, o ticker final apresentado ao investidor seria XYZ.XRT .
Y
Yield Curve:
A yield curve ou curva da taxa de juros é uma linha que traça as taxas de juro (yields) de obrigações com a mesma qualidade de crédito, mas com datas de vencimento diferentes. A inclinação desta curva permite-nos ter uma ideia das alterações futuras das taxas de juro, sendo que é uma forma de medir os sentimentos dos investidores de obrigações sobre o risco. Se compreender como funciona e como interpretar a curva corretamente, esta pode até ser usada para ajudar a avaliar a direção da economia.
Existem três tipos principais de yield curves: normal (curva inclinada para cima), invertida (curva inclinada para baixo) e plana. A normal é aquela em que as obrigações de longo prazo têm um rendimento mais elevado em comparação com as obrigações de curto prazo, devido aos riscos associados ao tempo. A invertida é aquela em que os rendimentos de curto prazo são mais elevados do que os rendimentos a longo prazo, o que pode ser um sinal de uma próxima recessão. Já na plana, os rendimentos de curto e de longo prazo estão muito próximos uns dos outros, o que é um indicador de uma transição económica.
Z
Z-spread
O Z-spread, ou spread de volatilidade zero de uma obrigação, diz ao investidor o valor atual da sua obrigação mais os seus fluxos de caixa em certos pontos da yield curve onde o fluxo de caixa é recebido.
Assim, ajuda os analistas a descobrir se existe uma discrepância no preço de uma obrigação. Como o Z-spread mede o spread que um investidor receberá ao longo de toda yield curve (normalmente, a curva de títulos do tesouro), dá aos analistas uma avaliação mais realista de um título em vez de uma métrica de ponto único, tal como a data de vencimento de uma obrigação.

Últimas Notícias

Artigos Relacionados