Revolut sofre ciberataque

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A empresa britânica Revolut sofreu um ataque informático e viu expostos os dados de cerca de 50 mil clientes, dos quais cerca de 20 mil fazem parte do Espaço Económico Europeu. 

Michael Bodansky, diretor de comunicação e porta-voz da empresa, adiantou que uma “terceira parte não autorizada obteve acesso aos detalhes de uma pequena percentagem (0,16%)” dos clientes “por um curto período de tempo”. Explicou ainda que identificaram e isolaram “imediatamente o ataque para limitar efetivamente o seu impacto” e que entraram “em contacto com os clientes afetados”, pelo que, os clientes que não receberam um e-mail, não foram afetados pelo ataque.

A Revolut esclareceu os seus clientes, afirmando que os piratas informáticos não conseguiram acesso a nenhum detalhe de cartão, PIN ou senha mas que poderão ter acedido a parcelas de pagamento de cartões, juntamente com nomes, moradas, e-mails e números de telefone dos clientes. 

No entanto, garante que “o dinheiro dos nossos clientes está seguro, como sempre esteve” e que “todos os clientes podem continuar a utilizar os seus cartões e contas como habitualmente”.

Rui Duro, Country Manager português da Check Point Software, classifica o ataque à fintech como engenharia social e compara-o ao ataque feito recentemente à Uber. 

Menciona ainda que “as organizações precisam de ter as suas redes devidamente segmentadas com várias camadas de segurança”, sendo necessário haver “contas administrativas dedicadas com autenticação multifator (AMF) em cada serviço crítico”. Acrescentou ainda que “com a AMF e uma robusta estratégia de confiança zero em vigor, a superfície de ataque teria sido reduzida, tornando o movimento lateral difícil, o que significa que os hackers por detrás deste ataque à Revolut não teriam provavelmente obtido acesso a 50 mil contas”.

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