Como investir em ações?

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Quer saber como começar a investir mas não sabe como? A corretora XTB disponibiliza um curso online em vídeo, totalmente gratuito, que lhe dará conhecimentos sobre o mercado de ações, ETFs, matérias-primas e muito mais. O curso “Aprenda a investir do zero” tem início a 20 de setembro e estará disponível até ao final do mês. Para ter acesso, basta criar uma conta através do seguinte link: 

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Contudo, se pretende ter uma ideia abrangente sobre como investir, este artigo poderá ser-lhe útil:

O mercado de ações, como o próprio nome indica, é o local no qual as empresas de capital aberto negociam frações do seu patrimônio com o objetivo de obter financiamento. 

Deste modo, quando um investidor compra ações de uma determinada empresa, este passa a tornar-se acionista da mesma. Tal traz vantagens, que recaem tanto na obtenção de dividendos que a empresa poderá distribuir, se for o caso, como num futuro aumento do preço das ações da empresa, que valoriza a posição do investidor.

Não é novidade que investir em ações no médio e longo prazo pode ser uma boa oportunidade e forma de gerar rendimentos. De acordo com a Vanguard, entre 1926 e 2018, uma carteira constituída por 100% de ações obteve um retorno médio de 10,1% ao ano, comparativamente com uma carteira de 100% de obrigações (5,3% ao ano), no mesmo período de tempo.

Qualquer que seja o seu objetivo, investir em ações é um grande passo para qualquer investidor e é importante ter em atenção que não existe só uma maneira de investir neste tipo de ativo financeiro. Há uma infinidade de técnicas e estratégicas, pelo que neste artigo serão apresentadas algumas para o ajudar no processo, que não é tão complicado quanto parece, e garantir que as decisões sejam tomadas de forma ponderada e consciente.

  1. Ter a certeza que o mercado de ações vai de encontro ao seu perfil de investidor

Em primeiro lugar há que fazer a seguinte questão: “Qual é o meu objetivo com este investimento?”
Todo o tipo de investimento tem um grau de risco associado, e para quem está no início, a ideia de investir neste mercado tão vasto e complexo pode tornar-se bastante intimidante. Cada investidor tem uma tolerância ao risco e é importante conhecer a que perfil de investidor pertence (conservador, moderado ou agressivo) de forma a poder selecionar no seu portfólio os ativos adequados.

Investir em ações tem como grande benefício a possibilidade da obtenção de retornos mais elevados. Contudo, naturalmente, também é possível que o contrário aconteça. Assim, este tipo de investimento está associado a um risco maior, comparativamente com obrigações ou ETFs, sendo que é essencialmente recomendado para investidores moderados ou de perfil agressivo.

  1. Selecionar uma corretora e abrir uma conta 

As ações são compradas e vendidas nas bolsas de valores, mas não é possível adquiri-las diretamente de lá. A maneira mais prática e fácil de comprar ações é através de uma corretora. Depois de criar uma conta, o investidor pode comprar ações através do site da corretora de forma bastante rápida.

Antes de escolher uma corretora, é importante ter em conta alguns aspetos como as comissões de cada uma, a facilidade de uso dos sistemas de trading, a disponibilização de relatórios, número de bolsas em que pretende investir e o número de transações que pretende efetuar por mês, etc.  

Existem inúmeras corretoras disponíveis que pode escolher e a decisão deve ir de encontro com suas prioridades  e necessidades individuais.

  1. Pesquisar quais ações gostaria comprar e começar a formar o seu portfólio

Conhecendo o seu perfil de investidor e a corretora a usar, vem provavelmente a parte mais desafiante: saber onde alocar o dinheiro. O mercado de ações é constituído por milhares de empresas de capital aberto onde pode investir e existem três maneiras para o fazer: por fundos mútuos, fundos de índice (ETFs) ou simplesmente comprar ações individuais. 

Pode começar a pesquisa através da análise de empresas que já conhece e teve experiência enquanto consumidor, empresas cujo setor a que pertence é do seu interesse, empresas com grande potencial de crescimento ou empresas que distribuem dividendos, por exemplo. 

Depois dessa filtragem, é altura de avaliar e analisar acerca das mesmas. As empresas têm os seus relatórios anuais disponíveis no formato estandardizado “10-K”, e este dar-lhe-á acesso a todo o tipo de informação detalhada da organização (resultados financeiros, projetos sociais, preocupações ambientais, estratégias e intenções para o futuro), uma visão geral das principais métricas do ano anterior e conquistas, assim como uma carta aos seus acionistas.

Posteriormente, pode estudar ferramentas analíticas e rácios financeiros (rácio de liquidez, rendibilidade das vendas, margem EBITDA, rácio de autonomia financeira, de endividamento, etc.). A análise deste tipo de rácios consiste em compreender a estrutura financeira e evolução da empresa em certos contextos e não tirar conclusões sobre o seu desempenho, como o relatório anual. No geral, as próprias corretoras disponibilizam esse tipo de informação assim como tutoriais sobre o assunto.

A quantidade de informação existente é vasta e não existe nenhuma resposta correta no que toca à seleção das ações. Independentemente da sua intenção, é preciso esforço, tempo e muita paciência para aperfeiçoar as suas competências analíticas, assim como é crucial manter-se constantemente informado sobre a bolsa de valores.

  1. Decidir quanto pretende investir

Ao contrário do que muitos imaginam, não é preciso uma quantidade exorbitante de dinheiro para se começar a investir, mas  deve sentir-se confortável no número de ações que pretende incluir no seu portfólio. Pode começar por investir numa pequena quantidade de ações, ou apenas numa única ação para experimentar a sensação de estar dentro do mercado e ir aumentando o número de ações ao longo do tempo, à medida que se vai sentindo mais confortável e confiante.

O montante que precisa para investir vai sempre depender do preço e do número de ações que pretende adquirir. Se tem um orçamento pequeno e prefere investir de forma mais segura, um ETF ou um fundo mútuo podem ser a melhor aposta. Fundos mútuos geralmente têm um valor mínimo de 1000 dólares, enquanto que os ETFs são negociados como ações individuais. Ou seja, compra pelo preço de uma ação, que pode ter valores inferiores a 100 euros. Para encontrar o preço de uma ação num site, por exemplo no Yahoo Finance, basta inserir o nome da empresa ou o ticker (símbolo de ação). 

Nota: Caso o preço das suas ações preferidas  estejam completamente fora de alcance,  pode considerar ações fracionárias. É uma oferta relativamente nova das corretoras online que permite ao investidor comprar uma fração de uma ação em vez da sua totalidade. Por isso, nada o impede de investir em ações cujo preço é extremamente elevado, como Google ($GOOG), Amazon ($AMZN) ou Tesla ($TSLA). 

  1. Pôr as mãos na massa e escolher o tipo de pedido

Não vale de nada, muito menos à nossa carteira, ter todo o conhecimento teórico se não o pôrmos em prática. Após planear e traçar os objetivos estratégicos, é altura de agir. O horário normal para a bolsa de valores dos EUA, como a NYSE e a Nasdaq, vai das 14h30 às 21h (horário de Portugal) e em Hong Kong das 1h30 às 8h00. Em Portugal, o horário de negociação é entre as 8h00 e as 16h30.

Antes de iniciar a compra, a corretora deve fazer um pedido formal para executar uma operação na bolsa. As principais são: ordem de mercado e ordem limitada. 

  • Ordem de mercado: Este tipo de ordem informa o corretor a comprar ações de imediato ao melhor preço de mercado disponível. São mais comuns que as ordens limitadas, geralmente usadas para quem pretende investir no longo prazo. Não impõem critérios de preço à negociação, são executadas de forma muito rápida e tem prioridade sobre outras ordens. 
  • Ordem limitada: Uma ordem limitada define um preço máximo, no caso de compra de ações. Com isso, a ordem só será efetuada se o preço for igual ou inferior ao seu preço limite. Este tipo de ordens oferecem ao investidor mais controlo e são boas para investir em períodos e volatilidade de curto prazo.

Após o pedido, o seu portfólio é automaticamente atualizado com as suas novas ações obtidas. 

  1. Otimizar o seu portfólio 

A construção do portfólio é um processo contínuo que requer tempo e de constante aprendizagem, que se vai tornando mais eficiente à medida que o investidor vai ganhando experiência no mercado. 

Para quem é iniciante, uma boa estratégia para minimizar o risco do seu portfólio é a diversificação.  Comprar ações de vários setores ou de diferentes bolsas de valores, assim como investir noutro tipo de ativos financeiros, reduz o risco de prejuízo no retorno do seu investimento. Este método é um dos principais benefícios dos fundos mútuos e ETFs.

As oscilações dos preços no dia a dia são impossíveis de controlar por isso não perca tempo com isso. Está comprovado que para investir no mercado de ações, a melhor maneira para aumentar  riqueza é investindo no longo prazo. Vai haver anos melhores e piores mas, em média, o retorno do mercado de ações é de cerca de 10% ao ano. Mantenha o foco e concentre-se naquilo que pode controlar, sendo que as oscilações do mercado são incontroláveis.

Monitorize mas não fique muito agarrado ao desempenho dos seus ativos. É quase impossível bater o mercado, mesmo para quem é profissional na área, por isso evite verificar compulsivamente a performance do portfólio várias vezes  ao dia, todos os dias. Vai haver alturas complicadas mas lembre-se que todos os investidores, até o Warren Buffet, passam pelo mesmo. O segredo é manter a calma e confiar que, no longo prazo, vai ter o seu retorno na carteira.

Autora: Margarida Fernandes

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