“Consequências catastróficas” se os EUA incumprirem com a sua dívida

A Secretária do Tesouro dos Estados Unidos Janet Yellen e o Presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, mostraram-se, esta terça-feira, bastante preocupados relativamente à iminente possibilidade de os Estados Unidos incumprirem com a sua dívida pela primeira vez na história.

Segundo Yellen, o Congresso tem até dia 18 de outubro para aumentar o teto da dívida – limite legal da dívida federal – para evitar uma situação de calamidade.

“É imperativo que o Congresso aborde rapidamente o limite da dívida. Se não o fizer, a América falharia pela primeira vez na história”, disse Yellen perante o Comité Bancário do Senado. “A plena fé e o crédito dos Estados Unidos seriam prejudicados, e o nosso país enfrentaria provavelmente uma crise financeira e uma recessão económica”.

Além disso, a Secretária do Tesouro vai ainda mais longe e afirma que, se o Congresso não aprovar o aumento ou suspensão do debt ceiling, isto será “desastroso para a economia americana, os mercados financeiros globais e milhões de famílias e trabalhadores”.

Estas consequências incluem cessar o pagamento do crédito fiscal para crianças em 30 milhões de famílias, o atraso nos pagamentos de segurança social a 50 milhões de seniores e um pico no desemprego.

Entretanto, aquela que aparenta ser a única solução para evitar um default inédito está a ser debatida e votada durante esta semana no Congresso dos Estados Unidos, necessitando de uma decisão unânime para ser aprovada, o que implica 60 votos a favor.

Apesar de ser indiscutível que o insucesso em aprovar alterações ao limite da dívida levaria a uma situação desastrosa, os Republicanos votaram contra a mesma na segunda-feira, impossibilitando, assim, a suspensão do limite de empréstimos dos Estados Unidos. Desde 1960, o teto da dívida foi aumentado ou suspenso por volta de 80 vezes, e nunca nenhum partido tinha bloqueado esta medida.

Perante esta situação, a instabilidade e incerteza predominam em Wall Street e Washington, onde investidores e entidades financeiras mantêm a convicção de que o Congresso irá eventualmente chegar a acordo e tomar a decisão correta.

Assim sendo, o Congresso dos Estados Unidos tem pouco mais de duas semanas para evitar aquele que seria um acontecimento sem precedentes na história do país, algo que decerto abalaria toda a economia americana e consequentemente global.

Autor: Bernardo Nogueira

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