Turismo nacional está próximo de atingir níveis equivalentes a 2019.

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O setor do turismo pode estar prestes a atingir e igualar um dos melhores anos do setor em que há registo. Porém, este apresenta problemas estruturais em termos laborais, uma vez que se verificou inúmeros despedimentos nos anos de pandemia e agora, não existem condições que cativem talento para os grupos hoteleiros e restaurantes.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o setor do alojamento turístico registou 2,5 milhões de hóspedes e 6,5 milhões de dormidas em maio de 2022, correspondendo a aumentos de 162,1% e 221,8%, respetivamente (+426,4% e +552,1% em abril, pela mesma ordem). Face a maio de 2019, registaram-se diminuições de 3,2% e 0,7%, respetivamente. Com o decorrer do verão e início das férias dos trabalhadores portugueses, a procura do mercado interno é intensa e resta saber se existem condições para receber de forma adequada, todos os portugueses e turistas provindos de outros países, uma vez que os problemas de emprego irão persistir.

Em maio, o mercado interno contribuiu com 1,8 milhões de dormidas e os mercados externos totalizaram 4,7 milhões. Face a maio de 2019, o mercado interno cresceu 11,6% e os mercados externos diminuíram 4,7%. 

No conjunto dos primeiros cinco meses do ano, registou-se um aumento de 355,2% das dormidas totais, +128,5% nos residentes e +775,8% nos não residentes. Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas diminuíram 9,0%, como consequência da diminuição das dormidas de não residentes (-14,4%), dado que as de residentes aumentaram 4,9%.

Em termos de principais mercados interessados no turismo nacional, o mercado britânico (21,7% do total das dormidas de não residentes em maio) diminuiu 0,8% relativamente a maio de 2019. Em relação aos hóspedes alemães, a sua afluência diminuiu 7,3% em relação a 2019, bem como o mercado francês, que recuou 10,0%.

Por outro lado, comparativamente com maio de 2019, os maiores crescimentos foram registados nos mercados dinamarquês (+38,2%), romeno (+36,7%), checo (+32,8%) e norte americano (+21,9%).

Em relação às dormidas por regiões, o Algarve concentrou 28,6% das dormidas, seguindo-se a AM Lisboa (26,3%), o Norte (16,4%) e a RA Madeira (12,1%).

Em suma, o turismo, principal fonte de receitas da economia nacional e peça fundamental para a Balança de Pagamentos, encontra-se numa recuperação progressiva com capacidade para registar valores equivalentes a 2019, embora existam problemas estruturais a resolver para que Portugal possa representar a sua forma tão calorosa de receber e saber cuidar de que tantos turistas abordam e por isso regressam, lembrando que o país é para os portugueses e que estes devem de ser recebidos em todas as regiões anteriormente mencionadas, de forma adequada e agradável.

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