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Investimentos sustentáveis com uma tendência crescente

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O CEO do Credit Suisse disse à CNBC que a atual pandemia da COVID-19 “acelerou substancialmente a tendência para ESG (Environmental, Social, and Governance)”, uma viragem dos investidores para os investimentos sustentáveis, sendo que procurou destacar esta oportunidade de investimento.

“A procura de produtos compatíveis com ESG, que se verifica tanto dos nossos clientes privados, como dos clientes institucionais, está sempre a aumentar”, disse Thomas Gottstein à CNBC. “É claramente visto como uma oportunidade para melhorar os retornos.”

“Não há contradição entre investimentos sustentáveis ​​e retornos sustentáveis, muito pelo contrário”, acrescentou Gottstein. “Em muitos casos, os investimentos sustentáveis ​​têm retornos maiores do que os investimentos não sustentáveis.” Assim, é notória uma mudança. 

Em fevereiro, o Morgan Stanley Institute for Sustainable Investing descobriu que, em 2020, os “fundos dos EUA de ações sustentáveis ​​superaram os seus fundos pares tradicionais, por um retorno total médio de 4,3 pontos percentuais.” Já no caso dos fundos de títulos sustentáveis do país, estes acabaram por superar “os seus fundos pares tradicionais por um retorno total de 0,9 pontos percentuais”.

Num comunicado divulgado na época, Audrey Choi, Chief Sustainability Officer do Morgan Stanley e CEO do seu Institute for Sustainable Investing, afirmou que “o forte risco e desempenho do retorno dos fundos sustentáveis ​​durante um ano turbulento suscita a ideia equívoca que investir sustentavelmente exige um sacrifício de desempenho”

A crescente influência do ESG

O termo ESG significa ambiental, social e governança. Nos últimos anos, este tema tem sido muito abordado, com inúmeras empresas a aumentarem as suas credenciais, desenvolvendo práticas de negócios que correspondem aos critérios vinculados ao ESG. Numa entrevista à CNBC, Gottstein descreveu o movimento de sustentabilidade e ESG como “global”.

O Credit Suisse considera a integração do ESG como um investimento sustentável. Neste espectro, o banco inclui também investimentos temáticos, de impacto e exclusão.

Regulamentação e impostos de carbono

Nesta entrevista, Gottstein foi questionado se achava que grandes emissores e indústrias extrativas deveriam pagar um custo de capital mais alto, e se ele via o Credit Suisse como uma entidade com o papel importante de impor tal penalidade. “Acho que, até certo ponto, isso já está a acontecer”, respondeu ele. “Acho que as empresas que estão atrasadas em termos de sustentabilidade já são obrigadas a pagar mais, seja pelo custo da dívida, seja pelo custo do património líquido”, acrescentou.

Gottstein afirmou ainda que não é “um grande fã de regulamentação e de forçar externamente, ou de forma não natural, ou por meio de medidas regulatórias, um custo de capital mais alto, porque isso está a acontecer.”

Espera-se que a Comissão Europeia apresente planos para um mecanismo de ajuste do limite de carbono num futuro próximo. Tal ação colocaria “um preço de carbono nas importações de certos bens provindos de fora da União Europeia”.

Gottstein disse não estar convencido sobre o imposto do carbono. Na sua opinião, este imposto não é necessário, dado que as forças do mercado estão muito fortes, devido ao aumento da procura de produtos sustentáveis por parte dos investidores.

Autora: Inês Pereira

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