Será este o fim do ar condicionado?

Criado por um cientista chinês, um novo material totalmente reciclável e que não consome eletricidade é bastante proeminente na substituição dos aparelhos de ar condicionado. Resta-nos perguntar: será este o fim do ar condicionado?

Com a chegada do verão, são muitos aqueles que sofrem com os dias e as noites quentes, principalmente nas suas próprias casas. Nesta altura do ano, existe um crescimento significativo na procura de aparelhos de ar condicionado, que tanta energia gastam, levando o valor da fatura de eletricidade a aumentar consideravelmente no fim do mês. 

Nem todos estes equipamentos são prejudiciais para o ambiente, dado que muitos deles possuem painéis solares que lhes fornecem energia, mas é importante ter em conta os aspetos negativos que estes possuem para o meio ambiente.

Yi Zheng, um cientista e investigador de origem chinesa, produziu um “papel de arrefecimento”, 100% reciclável, que tem capacidade para refletir os raios solares e absorver o calor das casas e das diferentes infraestruturas.

Um material completamente sustentável que não necessita de eletricidade, podendo vir a baixar a temperatura da instalação até dez graus, mantendo a casa fresca em dias de muito calor, refere a plataforma norte-americana Freethink.

De facto, o ar condicionado é um dos aparelhos que mais consome energia, sendo considerado um dos grandes responsáveis para o agravamento do efeito estufa. Além disso, com o aumento das temperaturas médias por todo o mundo (consequência das alterações climáticas), cada vez mais pessoas optam pela instalação destes aparelhos. 

De acordo com o site, atualmente na China, existem mais aparelhos de ar condicionado do que casas, devido a um forte crescimento da procura destes equipamentos nos últimos 15 anos. Desta forma, torna-se fundamental arranjar soluções e estratégias para reduzir a sua utilização.

Este novo material, constituído por papel 100% reciclado, permite irradiar os raios solares e manter o local fresco. O cientista chinês pretende contribuir para a redução da utilização destes aparelhos e espera que as pessoas sejam compreensíveis e adiram a este projeto inovador que é, literalmente, “papel arrefecedor”.

A sua ação deve-se, principalmente, à sua constituição, possuindo um material que compõe o teflon, inventado em 1945, nos Estados Unidos da América. Um químico bastante conhecido, por ser utilizado com o intuito de impedir que os alimentos se agarrem à frigideira, tacho ou panela. Além destes, também tem outros usos, como na composição de alguns detergentes, peças de roupa impermeáveis e muitos tipos de plásticos.

Portanto, este novo material combina várias características que prometem substituir os aparelhos de ar condicionado no arrefecimento das casas. No entanto, tudo dependerá da adesão do mercado a este “papel de arrefecimento”. Resta-nos perguntar: será este o fim do ar condicionado?

Autor: Pedro Vicente

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