Segunda-feira: Wall Street começa no vermelho, mas Europa segue no verde

As principais praças norte-americanas arrancaram a sessão desta segunda-feira em terreno negativo, após terem sido divulgados dados que mostraram uma queda acentuada na indústria transformadora de Nova Iorque e um arrefecimento da economia chinesa.

O benchmark S&P 500 viu-se cair 0,46% passando para os 4.260,38 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite caiu 0,30% para os 13.007,80 pontos e que o industrial Dow Jones recuou 0,45% para os 33.607,66 pontos.

De acordo com Craig Erlam, analista de mercados da Oanda Europe, este tem foi um começo de semana pouco animador para os mercados financeiros, “com o eterno otimismo dos investidores a chocar com a realidade dos dados económicos chineses” – a economia chinesa teve impactos em vários extremos da economia global.

O analista fez questão de sublinhar que os investidores, desde que a Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) não aumente as taxas de juro repentinamente, criaram “uma bizarra disposição para fechar os olhos à realidade económica atual”, apesar de considerar que isso não é sustentável.  

Por outro lado, as bolsas europeias seguiram este início de semana em alta, já pelo quarto dia consecutivo, colocando os investidores atentos às principais questões geopolíticas, receosos de alterações de política, após o banco central chinês ter cortado as taxas de juro de referência face ao arrefecimento económico causado pela pandemia.

O Stoxx 600, índice de referência europeu, viu-se valorizar 0,34% passando para os 442,37 pontos. De entre os setores que compõem o índice, a saúde, construção, alimentos e utilities (gás, luz e água) são os que comandaram os ganhos, enquanto o setor automóvel se afirmou como líder das perdas.

Nas principais praças europeias, Madrid viu-se somar 0,13%, Paris subir 0,29%, Frankfurt aumentar 0,10% e Londres crescer 0,19%.

De acordo com Esty Dwek, do Flowbank SA, os mercados estão a minimizar todas as notícias desanimadoras e a focar-se no facto de os Estados Unidos parecerem ter iniciado um processo de desinflação.

O CIO da Flowbank SA acrescenta ainda que aquilo que está a tranquilizar os investidores é que “a parte mais agressiva deste ciclo provavelmente já passou, mas isso não quer dizer que as subidas das taxas de juro vão acabar”.

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