Salário real cai em 35 países da OCDE, incluindo em Portugal

Dos 38 países que compõem a OCDE, o salário real decresceu em 35%, incluindo em Portugal onde, descontado o efeito da inflação, o salário diminuiu 3,5%.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgou esta semana o relatório ‘Taxing Wages 2023’, em que refere que apenas em 3 dos seus 38 países houve um aumento do salário real médio das populações.

Segundo o mesmo relatório, em Portugal, os salários nominais aumentaram 4,5%, no entanto, e para contabilizar o comportamento do poder de compra das pessoas, é necessário proceder à contabilização do efeito da inflação, o que no caso português fez com que na realidade os salários tivessem uma diminuição real de 3,5% antes de impostos. 

Sendo que este valor coloca Portugal na 19.ª posição de uma tabela entre os 35 países com quedas reais de salários, com as maiores reduções a ocorrerem na Estónia (10,0%) e na Turquia (8,8%).

Apenas em 3 países da OCDE os salários reais aumentaram, foram Colômbia, Hungria e Suíça, isto apesar dos níveis inflacionários estarem a registar valores históricos no ano passado.

O mesmo relatório divulgou ainda dados relativos à carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho (IRS e contribuições para a Segurança Social pagos pelo trabalhador e pelo empregador, no caso Português), que relativamente aos países da OCDE aumentou em 23 países, diminuiu em 11, mantendo o mesmo nível em 4. 

Neste capítulo, no caso Português, ocorreu um aumento neste indicador em 2022, como uma carga fiscal sobre os trabalhadores de 41,9% em 2022, mais 0,06 pontos percentuais que em 2021.

Relativamente aos outros membros da OCDE, os países em que se regista uma maior carga fiscal sobre os rendimentos são a Bélgica surge em primeiro lugar (53,0%), seguida da Alemanha (47,8%), França (47,0%), Áustria (46,8%), em sentido contrário temos o Chile, com uma carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho de apenas 7%.

Estes resultados, refere a Organização, “reforçam a importância de políticas para mitigar o agravamento fiscal, fenômeno pelo qual a carga fiscal aumenta devido à insuficiente adaptação dos sistemas fiscais à inflação”.

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