Portugueses revelam sentir dificuldades em fazer face às despesas de primeira necessidade.

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73% dos portugueses encontra sérias adversidades no que respeita aos combustíveis, aliado à diminuição de 25% aos consumos fora de casa.

Sendo a inflação, um aumento geral nos preços de bens e serviços de uma economia, um fenómeno que tem marcado a realidade económica mundial. Este mesmo aumento, contínuo e generalizado, dos preços, não deixou de se fazer sentir no setor do grande consumo. Face a isto, 62% dos portugueses revelam dificuldades em relação à sua capacidade aquisitiva de certos produtos do referido setor. 

Em relação às despesas com combustíveis, tem-se feito sentir ainda maior dificuldade, onde cerca de 73% da população manifesta essa mesma adversidade em fazer frente aos correntes preços deste produto, em conformidade com um estudo da Kantar para a Centromarca, que estuda o comportamento do setor do grande consumo no segundo trimestre do ano.

Numa deslocação às compras, cerca de 43% afirmam que vão recorrentemente às grandes superfícies comerciais em busca dos produtos mais baratos. Esta frequência aumentou 2,8%, enquanto o volume desceu 5,5%. Já os gastos em cada compra reduziram 2,3%. Com isto concluímos que os portugueses atualmente vão em busca de maximizar a rentabilidade em função do preço, indo mais vezes, mas na tentativa de comprar menos e gastar também menos.

 “A inflação está a ter um impacto crescente na carteira das famílias portuguesas, obrigando-as a adaptar-se a uma redução do seu poder de compra”, conclui o diretor geral da Centromarca, Pedro Pimentel

Relativamente ao consumo fora de casa, cerca de 67% dos portugueses admite precisar de uma maior gestão no que toca aos seus gastos para conseguir gerir da melhor forma o orçamento familiar. Assim sendo a frequência do consumo fora de casa decresceu em 25%, porém os custos nessas mesmas saídas cresceram 13%, em comparação com 2019.

O preço médio dos produtos de grande consumo (FMCG) é, agora 11% superior ao que era registado em 2019, acompanhado pelo aumento de 77 euros no valor gasto em alimentação, entre 2019 e 2022.

Com uma redução de 7,2% no preço médio dos produtos em comparação com o mesmo período de 2019, destaca-se o setor de Higiene e Beleza contradizendo o aumento de preços que se tem verificado.

Um cabaz básico custa, nos dias de hoje, mais 10 euros por mês, o que teria um impacto de 189 euros por ano, isto, se mantivéssemos a composição do mesmo.
 “O aumento do preço nesta cesta básica foi ultrapassado com novas escolhas pelo comprador, sendo que 45% do aumento de preços foi ultrapassado por mudança nas escolhas dos compradores. Ou seja, a variação do preço do cabaz sem essas novas escolhas implicaria um aumento de preço de 24% face a 2019, enquanto com os produtos agora comprados a variação real não ultrapassou os 13%”, explica Marta Santos, Sector Diretor da Kantar.

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