Portugal deixou de produzir eletricidade a partir de carvão

Um dos objetivos traçados pela União Europeia sobre as alterações climáticas é o de que todos os países europeus sejam neutros em carvão até 2050 e, Portugal, no passado sábado, dia 20 de novembro, deu mais um passo em direção a este objetivo.

Assim, Portugal deixou de utilizar carvão na produção de eletricidade e isso deveu-se ao facto de a Central Termoelétrica do Pego ter encerrado. O carvão que tinha disponível terminou na passada sexta-feira e, desta forma, a Central encerrou. É, então, de notar que esta apenas tinha autorização de funcionamento até ao final do mês de novembro.

No passado, a maior responsável pelas emissões de dióxido de carbono era a Central Termoelétrica de Sines, que encerrou em janeiro de 2021, seguida pela Central Termoelétrica do Pego.

Além dessas emissões, esta central elétrica emitia diversos poluentes, tais como dióxido de enxofre, óxidos de azoto, partículas e metais pesados, entre outras.

Neste sentido, destaca-se que entre os anos de 2008 e 2019, a Central Termoelétrica do Pego exibiu, em média e num período anual, cerca de 4% das emissões totais nacionais de gases com efeito de estufa, variando entre 1,6 e 5,3 milhões de toneladas de dióxido de carbono, dependendo da produção realizada.

Posto isto, a associação ambientalista 犀利士 k” rel=”noreferrer noopener”>ZERO (Associação Sistema Terrestre Sustentável) afirmou que nos encontramos perante o marco histórico, visando a diminuição de emissões de gases com efeitos de estufa, e contribui a largos passos para o compromisso da neutralidade carbónica em 2030, previamente acordado. Tendo sido o objetivo adiado para 2050, a associação alerta para o planeamento antecipado garantindo uma transição energética justa.

Agora, pondera-se recorrer à queima da biomassa como solução para a Central Termoelétrica do Pego, mas a ZERO refere que não é uma solução sustentável e eficiente. Refere, ainda, que apenas projetos que incluam energias renováveis deverão ser aplicados à Central do Pego, evitando também o recurso à biomassa.

Portugal vai ainda implementar novos projetos de investimento, de forma a observarmos mais rapidamente a transição energética, e dessa forma, alcançarmos mais celeremente a neutralidade em carbono.

Autor: Márcia Soares

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