Podemos estar perante um início de 2023 com sérias preocupações económicas?

Uma recessão económica é um cenário em possibilidade no próximo ano. Um abrandamento da economia portuguesa é já quase dado como uma certeza embora preocupações mais sérias, podem estar em cima da mesa. 

As taxas Euribor começaram a subir mais significativamente desde 4 de fevereiro, depois de o Banco Central Europeu ter admitido que poderia voltar a subir as taxas de juro diretoras este ano devido ao aumento da inflação na zona euro, tendência reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro.

“O facto de a guerra continuar, o facto de a inflação continuar e haver uma certa incerteza quanto à duração desta situação, que passa para o ano que vem, tudo isso aponta para um ano 2023 mais complicado do que o de 2022 e cheio de incertezas”, referiu Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República demonstra-se apreensivo perante as condições económicas a verificar nos próximos meses, referindo a importância que o Banco Central Europeu detém neste momento, bem como os restantes bancos centrais.

“A elevação e a contínua elevação da taxa de juro significa uma preocupação muito grande com a incerteza de 2023. Vamos esperar que isto que está a marcar o fim de 2022 e o começo de 2023, não dure todo o ano, dure apenas uma parte limitada do ano, provavelmente um trimestre ou um semestre, no pior dos cenários. Mas nenhum de nós tem a certeza sobre isso”, salientou o Presidente da República.

A probabilidade de recessão aumenta à medida que os dias de guerra também passam, sendo que podemos estar perante a situação semelhante ao início de 2022, onde as empresas não conseguiram utilizar o total da sua capacidade instalada para produzir e entregar o seu valor. Felizmente, a situação “estabilizou-se” e várias organizações conseguiram recuperar as suas perdas embora verificou-se vários casos de insolvência e falência tendo em conta a situação económica.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, “não há ninguém em Portugal, no Governo ou na oposição, que possa dizer que 2023 vai ser mais fácil ou comparável a 2022”. “Vai ser muito mais difícil do que 2022”, reiterou o chefe de Estado. Questionado sobre se este cenário de incertezas e de dificuldades pode comprometer no futuro a ajuda das instituições de solidariedade aos mais pobres, o Presidente da República respondeu que sim.

Por outro lado, a verificação de um clima económico instável promove o aumento dos gastos públicos face aos esforços realizados com ajudas direcionadas para as várias classes sociais, numa situação onde o investimento e o consumo privado tendem a diminuir considerávelmente.



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