Pandemia é responsável por 573 novos bilionários

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Covid-19 gerou um novo excêntrico a cada 30 horas

Estudo divulgado pela Oxfam International revela: em dois anos o número de grandes fortunas cresceu de forma abrupta, elevando o total mundial para 2.668 multimilionários. Relatório “Lucrar com a Dor” alerta para o agravamento do fosso entre ricos e pobres, numa altura em que a escalada dos preços dos bens essenciais pode atirar cerca de 263 milhão de pessoas para uma situação de pobreza extrema ainda em 2022.

Segundo Max Lawson, responsável da Oxfam, o primeiro ano de pandemia foi o mais assimétrico, tendo o fenómeno estabilizado no ano seguinte. Nas palavras do próprio, foi dos períodos da história em que mais se verificou um crescimento tão drástico da pobreza e da riqueza em simultâneo. 

O “clube” dos “super-ricos” soma agora uma fortuna equivalente a 13,9% do valor do PIB global, o triplo do verificado em 2000. O aumento do património líquido total foi de 42% durante a época da pandemia. O estudo aponta várias causas para esta tão grande  disparidade: em primeiro lugar, a criação de monopólios empresariais e a existência de legislações pouco eficazes para garantir uma distribuição mais justa da riqueza. Em segundo lugar, o armazenamento das fortunas em paraísos fiscais, o que as torna de difícil taxação por parte dos Estados. O estudo também aponta os setores que mais beneficiaram com o Covid-19 – os setores energético, farmacêutico, agroalimentar e tecnológico registaram os maiores lucros da sua história. Por outro lado, os salários não acompanharam, de um modo geral, a subida generalizada dos preços, que já se verificava, embora de forma menos expressiva, antes do início da Guerra na Ucrânia.Para tentar inverter esta tendência, a Oxfam International recomenda taxar as grandes fortunas e os monopólios, recorrendo, por exemplo, à criação de um imposto temporário de 90% sobre os lucros excedentários, bem como de um imposto único sobre a riqueza dos bilionários. Estes impostos de solidariedade pontuais permitiriam equilibrar um pouco a balança, tendo em conta os ganhos inesperados que os “super-ricos” tiveram durante a pandemia.

O relatório “Lucrar com a Dor” foi produzido com recurso a dados compilados pela Forbes nos últimos dois anos e publicado numa altura em que ainda decorria a reunião anual do Fórum Económico Internacional, que teve lugar em Davos, na Suíça, até ao passado dia 26 de maio.

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