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Ómicron: Qual o risco do absentismo para as economias?

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O surgimento de uma nova variante de SARS-CoV-2, no final de novembro do ano transato, fez disparar os alarmes, com muitas perguntas por responder perante a incerteza instalada. Meses mais tarde, no momento em que nos encontramos, uma grande parte dessas questões já obtiveram resposta. Contudo, a rápida propagação da Ómicron levanta agora problemas inesperados, especialmente em matéria de absentismo laboral, e os potenciais reflexos que esse absentismo poderá ter na economia.

Uma boa ilustração do absentismo laboral, como consequência da Ómicron, está representado no setor da aviação. Por altura do Natal, cerca de 4500 voos, à escala global, foram cancelados. Quando questionadas sobre a causa desses cancelamentos, as companhias aéreas indicavam que a raiz do problema era a rápida propagação do vírus que, invariavelmente, afetava as tripulações e as equipas de gestão de operações.

Atualmente, do outro lado do Atlântico, nos Estados Unidos da América (EUA), diversos setores estão a passar por profundas dificuldades decorrentes do absentismo laboral. Desde os bombeiros aos professores e a outros profissionais do setor da educação, o absentismo tem causado múltiplos constrangimentos.

Em Portugal, o receio do absentismo laboral é também uma realidade. Na reunião do Infarmed, na primeira semana do ano de 2022, os especialistas realçaram a possibilidade de, no nosso país, se poder vir a verificar uma taxa de “4 a 12% da população em isolamento, quarentena e absentismo” nas semanas que se seguiriam. Desta forma, recentemente, começaram a ser avaliados os riscos e impactos do absentismo laboral decorrente da Ómicron para as economias.

A esse título, refiram-se os números elucidativos que explanam os possíveis impactos do absentismo na economia britânica. De acordo com o The Sunday Times, é estabelecida uma projeção de perda de cerca de 35 mil milhões de libras (48 mil milhões de dólares), entre janeiro e fevereiro, decorrente do absentismo laboral, que poderá atingir uma taxa de até 25%, quer por infeção por Covid-19, quer por isolamento. 

Nem mesmo a perspetiva mais conservadora deixa de ser perniciosa para a economia britânica. Segundo essa perspetiva, perante uma taxa de absentismo de apenas cerca de 8%, as perdas atingiriam 10,2 mil milhões de libras.

Na economia americana, as perspetivas para o primeiro trimestre do ano também têm sido afetadas pela rápida subida do absentismo laboral. Mark Zandi, economista chefe na Moody’s Analytics, reviu em baixa as projeções iniciais do crescimento do PIB da economia dos EUA, para o primeiro trimestre, de cerca de 5%, para perto de 2%. Não obstante, Zandi acredita que o segundo trimestre será marcado por uma subida significativa no crescimento do PIB, razão pela qual reviu em alta as projeções para essa janela temporal.

Assim, o crescente absentismo apresenta certos riscos para as economias, como exemplificado pelos casos das economias britânica e americana. Porém, o potencial das taxas de absentismo se manterem muito elevadas nos próximos meses é baixo, o que faz crer que os riscos a que as economias globais estão expostas serão efémeros. 

Autor: Paulo Pereira

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