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O preço das ações da Disney caem 7%

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Apesar da reabertura dos seus parques temáticos e cinemas após as restrições colocadas pela pandemia COVID-19, a Disney ($DIS) regista a maior queda do preço das suas ações ao longo do último ano, como consequência dos resultados obtidos nos segmentos de streaming e de parques temáticos. Esta poderá ser uma oportunidade de investimento para investidores que efetuam investimentos de longo prazo.

As ações da Disney fecharam em queda com uma variação negativa de 7,07%, passando de 174,45 dólares para 162,11 dólares na quinta-feira, dia 11 de novembro.

Os ganhos e as receitas ficaram abaixo das estimativas previstas por Wall Street para o quarto trimestre fiscal da empresa, apesar das previsões terem apontado para resultados favoráveis. Contudo, apesar dos números ficarem abaixo da expectativa do mercado, a Disney registou lucro depois de um ano de prejuízo.

Antes da chegada da pandemia COVID-19, o segmento dos parques temáticos era responsável por metade dos lucros da empresa. Neste momento, o segmento ainda se encontra numa fase de recuperação pós-pandemia, tendo em conta que, apesar de todos os parques Disney estarem novamente abertos, existe um grande número de parques a funcionar com capacidade reduzida. 

Os resultados deste segmento ficaram marcados pelas receitas terem evoluído o dobro face ao período homólogo do ano anterior. Contudo, houve um aumento do peso dos custos derivado de custos crescentes associados a novas atrações (desenvolvimento de novos brinquedos e ferramentas digitais como o aplicativo Disney Genie) e variações drásticas da inflação no curto prazo. De um modo geral, o segmento foi prejudicado pelos acontecimentos referidos.

Acredita-se que à medida que a capacidade e as operações voltem ao normal, é expectável que, no mínimo, os Parques Disney voltem aos resultados positivos registados antes da pandemia. No entanto, poderá ser um período de recuperação longo.

Um outro aspeto que influenciou bastante esta fraca prestação da Disney foi a desaceleração do crescimento do segmento de streaming que concorre diretamente com a Netflix ($NFLX).

O serviço de streaming Disney+, que foi em grande parte responsável pelo crescimento da empresa durante a pandemia, registou um forte crescimento durante os confinamentos, chegando aos 116 milhões de assinantes até ao fim de julho. Contudo, depois de divulgados os resultados trimestrais, é possível constatar que a sua prestação neste segmento não foi a desejada. No último trimestre, apenas conseguiu atrair mais 2,1 milhões de assinantes. 

No entanto, a Disney está ciente de que o sucesso no segmento de streaming será alcançado no longo prazo, mais concretamente até 2024, e, por isso, estes resultados não são indicadores do insucesso da Disney neste segmento.

Autor: Rodrigo Gonçalves

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