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O impacto da crise económica do Afeganistão nos países vizinhos

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que o caos e a falta de recursos no Afeganistão podem vir a fomentar uma crise de refugiados que também afetará a Europa e a Turquia.

“A crise humanitária no Afeganistão continua realmente terrível”, afirma Babar Baloch, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), numa  entrevista em Islamabad. “O foco deve ser dentro do Afeganistão para evitar e advertir outra crise de refugiados.”

Desde que os Talibãs assumiram o controlo do país a 15 de agosto, a sua economia decaiu até 30%, e isso está a conduzir milhões de afegãos à extrema pobreza, a causar uma crise humanitária e a dar inicio ao colapso da economia. 

O FMI afirma que, mais do que o próprio Afeganistão, os países vizinhos (Irão, Paquistão, Turcomenistão, Uzbequistão e o Tajiquistão) serão ainda mais atingidos por serem altamente dependentes dos seus fundos para o comércio.

“Um grande fluxo de refugiados pode sobrecarregar os recursos públicos dos países que os acolhem, alimentar as pressões do mercado de trabalho e levar a tensões sociais, ressaltando a necessidade de assistência da comunidade internacional.” disse o FMI. Com os ativos em moeda estrangeira congelados e a maior parte do apoio estrangeiro interrompida, os fluxos de dinheiro para o Afeganistão praticamente terminaram.

O FMI estima que se houvesse mais um milhão de refugiados afegãos para alocar, isso iria custar 86 milhões de euros ao Tajiquistão, 258 milhões de euros ao Irão e 430 milhões de euros ao Paquistão. As suas capacidades para acolherem refugiados também são muito limitadas e muitos deles não se podem “dar ao luxo de receber muitos mais refugiados”, a não ser que recebam assistência financeira internacional.

O governo do Reino Unido avalia que os países da OCDE, entre 2001 e 2019, doaram cerca de 65 mil milhões de dólares ao Afeganistão e que grande parte dessa quantia também era usada para chegar ao Irão, Turquemenistão, Uzbequistão e Paquistão através do comércio. Agora, a ajuda é escassa e o FMI teme que o apoio que entra no país possa ser usado para financiar o terrorismo. 

Numa conferência da ONU, os Estados Unidos dispuseram uma ajuda relativamente pequena de 64 milhões de dólares, tratando-se do total montante para a assistência humanitária já anunciado este ano.

“Os Estados Unidos continuam comprometidos em trabalhar de perto com a comunidade internacional e usar meios diplomáticos, humanitários e económicos para lidar com a situação no Afeganistão e apoiar o povo afegão”, disse a Casa Branca num comunicado após a conferência.

Na semana passada, membros do grupo G-20 prometeram colocar mil milhões de dólares na economia afegã para evitar uma catástrofe económica.

Autora: Margarida Fernandes

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