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O Futuro do Dinheiro: Moeda Digital?

⏱️ Tempo estimado de leitura: 3 minutos

A maneira como efetuamos trocas tem sofrido bastantes alterações ao longo do tempo. O primeiro método de troca era chamado de Moeda mercadoria, transacionava-se através do sal, pois era um bem homogéneo e que todos precisavam, sendo também de fácil divisibilidade.

Seguiu-se a Moeda metálica, onde se transacionava através da prata, bronze ou ouro. Apesar de não serem bens tão perecíveis como o sal, são bastante pesados, pelo que a troca não se tornava fácil.

Surgiu, então o Papel moeda ou moeda fiduciária que levou a uma maior facilidade de manuseamento. Esta divide-se em moeda papel, moeda escritural – cheques – e moeda eletrónica – cartões.

Mais recentemente assistimos a um avanço do meio de pagamento para Moeda digital, como por exemplo: Bitcoins (que não têm cobertura institucional).

Nos últimos anos temos assistido a uma nova forma de pagamentos. Os cartões de débito e crédito, as apps bancárias, o MB Way, entre outras, revolucionaram por completo a forma como efetuamos pagamentos.

A atividade bancária tradicional está a sofrer uma grande disrupção e é necessário que esta evolua e se modernize de forma a não perder peso neste setor. A verdade é que novos players têm vindo a entrar no mercado e com mais vantajosas condições, como é o caso do shadow banking e mais concretamente das fintech.

As fintech têm vantagens em relação ao modelo tradicional da banca, a saber: têm mais tecnologia, menores custos, melhor e maior qualidade dos produtos financeiros e melhores modelos de negócio, cada vez mais especializados e que vão de encontro às necessidades dos clientes.

O pagamento através de moeda física é cada vez menos utilizado. Pelo contrário, a moeda digital está cada vez mais em voga. Além disso, o pagamento através de criptomoedas, como a bitcoins, está a ganhar peso no setor financeiro e são, sem dúvida, o futuro da moeda.

O facto de avançarmos para uma era digital, muito impulsionada pela pandemia do Covid-19, traz muitas desvantagens, nomeadamente na fuga ao fisco.

A economia paralela é uma realidade e, por muitas medidas e fiscalizações que sejam feitas, esta acaba sempre por existir. Porém, se apenas transacionarmos com moeda digital será muito mais complicado, ou até mesmo impossível, que tal coisa se dê.

Todas as movimentações monetárias serão controladas pelas entidades competentes, pelo que não haverá espaço para o chamado “saco azul”.

Além desta vantagem, a facilidade de pagamento será muito superior ao pagamento com moeda física.

Por outro lado, com a moeda digital corremos riscos não existentes anteriormente, como é o caso dos ataques informáticos e da oscilação do valor da moeda. De notar que as moedas digitais não estão sob controlo de bancos centrais, pelo que sofrem de grandes oscilações no seu preço.

Assim, neste momento, não transmitem estabilidade para quem as compra, ou seja, não cumprem todas as funções da moeda que são: reserva de valor, unidade de conta e meio de pagamento.

Para além disso, a população mundial, mais concretamente, a população portuguesa, é caracterizada por ser idosa e isso traria igualmente algumas dificuldades de manuseamento das moedas digitais. A inovação trará disrupções ao setor financeiro e a utilização das moedas digitais poderá, certamente, ser uma realidade.

Autora: Márcia Soares

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