O desafio do setor aéreo para diminuir a pegada carbónica.

Com o desenvolvimento tecnológico, começaram a surgir novas aeronaves que permitem uma otimização mais profunda de combústivel embora, por outro lado, também surgiram cada vez mais jatos privados e essa tendência tem vindo a contaminar cada vez o incremento da indústria para um futuro ecológicamente mais verde. 

Os custos de colocar toda a gente no ar são cada vez mais elevados, desde o processo de produção de energia aos gastos de combustível aeronaútico cada vez mais dispensioso. Ao contrário do que se verifica em relação às inovações de carros, barcos e comboios elétricos, os motores a combustão continuam a ser a única solução possível para atravessar oceanos.

Por exemplo, em média, cada americano é responsável por 15 toneladas de CO2 por ano e mais de um terço, estão dispostos a pagar mais para diminuir a sua pegada carbónica. Por outro lado, tal como referi anteriormente, o jato privado da Taylor Swift produz uma quantidade equivalente a 8000 toneladas de CO2 anualmente, contaminando o correspondente a 530 americanos.

A indústria tornou-se cada vez mais eficiente nas recentes décadas através do incremento da capacidade dos motores e do tipo de combústivel utilizado, que contribui para um aumento de autonomia das aeronaves, sendo essa uma das principais apostas do setor para sustentabilizar e diminuir a sua marca carbónica.

Em comparação com os veículos elétricos, onde já se vê um progresso significativo em relação ao seu início de produção, à sua capacidade de gerar energia e ao investimento realizado em fontes de energia renovável, o setor da aviação ainda se encontra a testar novas tecnologias nos combustíveis em utilização. As baterias têm um funcionamento eficiente em ambientes urbanos e regionais e as companhias aéreas estão a realizar também esses investimentos, tal como a Iceland Air, que utiliza a eletricidade para produzir hidrogénio e, posteriormente, capacitar as células para voar.

O que é certo é que a pandemia não ajudou o setor, uma vez que o clima económico instável abrandou a onda de investimentos a realizar por várias startups de carácter tecnológico. A indústria e os vários analistas especializados acreditam que a realização de voos teste de teste com combústivel sustentável, pode ser uma das melhores formas de diminuir o CO2 per/pax embora não seja uma solução a longo prazo.

Como forma de ilustrar essa evolução, a American Airlines fechou négocio com a Gevo, uma empresa de combustível biológico, onde estão contratualizados 500 milhões de american gallons nos próximos anos. Com o objetivo de alcançar a neutralidade carbónica em 2050, a American Airlines foi a primeira companhia aérea a receber a verificação por parte da Sciente Based Targets, com a iniciativa de utilização de greenhouse gas (GHG). 

O processo de produção da Gevo começa nas suas plantações onde a pegada carbónica é reduzida ou quase nula. As organizações parceiras da empresa utilizam tecnicas de agricultura que geram o sequestro carbónico nos solos, permitindo o uso de quimicos e fertilizantes para reduzir as emissões. Posteriormente, após a formação de plantas (field corns), estas são transformadas em ethonal que é transportado para as capsúlas localizadas nos aeroportos que realizam a coligação entre os vários aviões da American Airlines.

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