Netflix apresenta défice de subscritores e sem sinais de recuperação

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Após o recorde de clientes em 2020, o número de subscritores do serviço de streaming, Netflix, diminuiu radicalmente à medida que empresas concorrentes entraram no mercado e as restrições provocadas pela pandemia começaram a ser levantadas.

O segundo trimestre não foi nada famoso para a empresa, que perdeu cerca de 430.000 subscritores nos EUA (maior mercado da Netflix) e no Canadá. 

“A Netflix parece ter atingido a saturação do seu mercado nos Estados Unidos”, afirma Eric Haggstrom, da eMarketer.

Para além da perda, as previsões da mesma relativamente ao terceiro trimestre são bastante decepcionantes em comparação com o ano passado, sem mostrar quaisquer sinais de recuperação para este fraco crescimento de assinantes. Porém, as previsões dos analistas assentavam num acréscimo de 5,9 milhões de assinantes neste último trimestre.

As receitas, no entanto, ficaram acima do esperado, com um aumento de 19%  em relação ao mesmo período do ano passado, para 7,3 mil milhões de dólares, atendendo às previsões dos analistas. 

A pandemia provocada pelo COVID 19, foi sem dúvida, um fator crucial para o crescimento exponencial das ações da empresa, onde se constatou uma subida superior a 85% do valor da ação e apesar de no último ano e meio várias empresas como a Disney, Apple, WarnerMedia, Comcast terem lançado plataformas de streaming, os executivos da Netflix achavam que a competição continuava baixa. 

“Têm a HBO ou a Disney um impacto diferencial comparativamente com o ano passado? Não vemos isso nos dados que temos. Isso dá-nos conforto.” afirmou Reed Hastings, co-presidente executivo da empresa.

Atualmente, um dos planos da Netflix é incorporar videojogos de forma a compensar este fraco desempenho do seu negócio principal. A empresa sediada na Califórnia revelou, na semana passada, a contratação de Mike Verdu, um veterano de 30 anos da indústria dos videojogos e afirma que esta nova ideia não traz qualquer tipo de custos para os membros que já são assinantes. 

Apesar de tudo, a verdade é que a Netflix continua a ser, de longe, o maior serviço de streaming de filmes e séries de televisão, com 209 milhões de subscritores, em comparação com os 104 milhões da Disney Plus, considerado o meu principal concorrente.

Autora: Margarida Fernandes  

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