Mota-Engil e a emissão de 70 milhões de euros

Fonte da imagem: Cotec Portugal

Mota-Engil: breve introdução

Estávamos perante o ano de 1946 quando o empresário Manuel António da Mota decidiu fundar a empresa Mota & Companhia, na bela cidade de Amarante, distrito do Porto.

Por iniciativa de Fernando José Saraiva e António Lopes de Almeida, foi fundada no mesmo ano em Lisboa a Engil, Sociedade de Engenharia Civil, Lda.

Com a entrada para a empresa de Simões Cúcio e António Valadas Fernandes, a Engil conhece a partir de 1954 um novo impulso e renovado dinamismo.

A 23 de julho de 1999, empresas do universo da família Mota lançam uma Oferta Pública de Aquisição, sobre a totalidade do capital da Engil SGPS de que resultou, já no decorrer de 2000, a constituição do Grupo Mota-Engil, operação que daria origem à maior construtora portuguesa, e desde logo líder na área dos serviços (através da Mota-Engil Ambiente e Serviços) e uma referência no setor das concessões de transportes, ficando a organização constituída sobre a presidência de António Mota. 

Emissão de obrigações

A Mota-Engil emitiu 70 milhões de euros em obrigações a cinco anos junto de 4.308 investidores tanto de retalho como institucionais. A oferta obrigacionista – que se dividiu entre novas subscrições e a troca de títulos que atingiram a maturidade este ano – decorreu nas últimas semanas, sendo que os títulos são sustentáveis e têm um juro associado de 5,75%.

Estes dados foram divulgados na sessão de apuramento dos resultados da Oferta Pública de Obrigações Ligadas à Sustentabilidade Mota-Engil 2022-2027 (“Mota-Engil 2027”), através de uma oferta pública de subscrição, e de uma oferta pública de troca voluntária.

Assim, o encaixe financeiro, excluindo os custos totais da operação, fica em 55.149.500 euros. 

Este dinheiro vai servir, segundo a empresa, para “financiar a atividade corrente e de expansão internacional”, bem como alongar a maturidade da dívida e alinhar com a geração de “cash flow”. A troca “permite ainda substituir dívida com vencimento em 2022 por dívida com reembolso de capital em 2027”.

Como reagiu o CEO da Mota-Engil?

“Estamos duplamente satisfeitos por não deixar cair esta tradição [de emissão de obrigações ligadas à sustentabilidade], mas principalmente porque se traduziu num sucesso que nos deixa a todos satisfeitos”, sublinhou o CEO da Mota-Engil, Gonçalo Moura Martins.

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