Ministra da Agricultura e da Alimentação sobre os apoios à agricultura

A agricultura enfrenta hoje um desafio essencial: produzir mais, de forma mais sustentável, num contexto de mudança. Aumentar a produtividade, respeitando limites ecológicos e garantindo eficiência económica, significa produzir de forma diferente. 

Algo deverá ser feito tendo em conta os crescentes desafios como os efeitos das alterações climáticas, a crescente escassez de fatores de produção (falta de matérias primas), aumento dos custos de produção e até mesmo os novos padrões de oferta e procura. O destaque dos atributos de sustentabilidade na produção agro-industrial é visto como uma mais valia no que à diferenciação e competitividade no mercado internacional diz respeito. 

Em entrevista ao Jornal Económico, a ministra da Agricultura e da Alimentação, Maria do Céu Antunes, frisou os vários instrumentos disponíveis para atingir este objetivo de sustentabilidade. De notar foi o realce ao facto de que o processo de ocupação territorial, com sistemas sustentáveis, deve ser feito respeitando sempre os recursos  naturais e, com isto em mente, será necessário desenvolver melhores práticas no domínio da gestão da água e da adaptação ou da ligação aos efeitos das alterações climáticas.  

Em resposta à questão sobre a magnitude dos apoios dados pelo Estado face aos inúmeros desafios impostos ao setor, a ministra referiu que o Orçamento do Estado conta com 233 milhões de euros para a agricultura, aos quais se juntam cerca de mil milhões de euros de apoio ao rendimento que continuarão a ser recebidos pelos agricultores como resultado do esforço feito pelo governo para conseguir a conclusão da reforma da PAC.

Quando questionada sobre se o novo Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) tem em conta as necessidades reais de todos os agricultores, a ministra argumentou que esta será a maior reforma da PAC dos últimos 30 anos por duas razões:

A primeira, porque valoriza a pequena e média agricultura, com objetivo de que se tornem tipos de agricultura preparados para corresponder a circuitos curtos, ao comércio de proximidade e à transformação, usando todos os recursos endógenos que existem nos territórios.

A segunda, é a possibilidade de dar sequência a uma agricultura mais competitiva, mais preparada para os mercados, que tem vindo a aumentar as nossas exportações ao ritmo de 5% ao ano.

Na conclusão da entrevista, houve ainda tempo para evidenciar a importância do papel dos cidadãos enquanto defensores do seu próprio futuro e território através das suas escolhas.

A escolha pelo nacional funciona, segundo a entrevistada, como instrumento de fixação de pessoas e atividades agrícolas importantes para a atividade económica do país.

DEIXA UM COMENTÁRIO

Por favor, envie o comentário!
Por favor, escreva o seu nome aqui

spot_imgspot_img

Últimas notícias

Receba o ebook "Os primeiros investimentos" GRATUITAMENTE

Basta carregar no botão abaixo

Artigos Relacionados

spot_imgspot_img