Louis Vuitton e Dior, a realidade económica do mercado retalhista de luxo

A realidade económica mundial encontra-se bastante instável, existe muita preocupação por parte dos consumidores europeus e americanos perante uma possível recessão mundial, embora também exista quem não esteja receoso perante possíveis dificuldades económicas. Os mercados retalhistas de luxo caracterizam-se pela qualidade e pelos elevados preços praticados, que apenas determinadas classes podem despender. Porém, marcas como a Louis Vuitton e a Christian Dior, demonstram-se otimistas perante os resultados futuros.

O maior fashion group do mundo, LVMH, que detém marcas como a Louis Vuitton e Dior, verificou um aumento equivalente a 22% nas suas receitas trimestrais neste terceiro trimestre de 2022. No sales report publicado pelo grupo empresarial, este realça a criatividade excepcional dos seus designers que continuam a conectar os seus consumidores para a compra e uso das suas peças com cada vez mais frequência e orgulho.

Este aumento consegue demonstrar também a forte resiliência do setor, numa altura em que os níveis inflacionistas estão cada vez mais elevados e o custo de vida nas grandes cidades continua a aumentar. 

As condicionantes económicas desfavoráveis podiam reduzir a afluência dos consumidores às suas boutiques, mas apenas o contrário tem sido verificado. O consumo de bens de luxo tem aumentado significativamente e, segundo os analistas, este tipo de consumidor está a ter uma atitude de consumo “carpe diem”.

A procura continua elevada e segundo o LVMH’s chief financial officer, Jean-Jacques Guiony, este afirma que os consumidores estão mais reativos às divergências sentidas no mercado de ações do que a um possível abrandamento económico e por isso a sua atitude perante os mercados retalhistas de luxo.

Para fazer face aos resultados positivos registados, o grupo anunciou que irá continuar a expandir os seus horizontes através da abertura de novos espaços em Paris, Berlim e Londres, como forma de estar cada vez mais inserido neste tipo de mercado. Por outro lado, algo também destacado pelo grupo, os turistas chineses têm aproveitado os preços mais reduzidos praticados nas boutiques europeis para comprar as suas malas e bens de luxo, impulsionando dessa forma as receitas do grupo nos mercados europeus.

Desta feita, podemos vir a verificar um setor imune às condições económicas desfavoráveis futuras? Apenas o tempo nos poderá dizer.

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