Investimento – o motor da economia

O investimento é considerado como ponto crucial para o desenvolvimento económico. Uma das equações macroeconómicas é a de que o volume de poupança é igual ao volume de investimento de um país.

A poupança efetuada pelos particulares e que é depositada nos bancos leva a que estes possam aprovar crédito a empresas para que invistam. O Estado tem também um papel importante, na medida em que pode atrair investimento externo para Portugal, quando o país apresenta, por exemplo, vantajosas condições fiscais.

Nos anos de pandemia, verificou-se um aumento exponencial das poupanças dos portugueses, visto que se vivia períodos de confinamento. Esta taxa passou de 7,2% em 2019 para 11,9% em 2020, sendo que em 2021 assumiu um valor de 9,7%. Assim sendo, tal como seria de esperar, o investimento seguiu a mesma tendência de subida, tal como se pode verificar através da Figura 1.

Figura 1 – Evolução do investimento (em milhões de euros)
Fonte: Elaboração própria

Mário Centeno, o governador do Banco de Portugal, mostrou uma certa preocupação com o cenário económico para o ano de 2023, mais concretamente com a desaceleração do investimento. Tal como evidenciado anteriormente, esta rubrica é fundamental para o crescimento económico de um país e está a abrandar, pelo que é necessário “recuperar os níveis de confiança rapidamente”.

A guerra na Ucrânia trouxe inevitáveis consequências para os países da União Europeia, nomeadamente o aumento descontrolado da inflação, que atinge máximos históricos a cada semana. Segundo Mário Centeno, é imperativo que o Banco Central Europeu (BCE) tome medidas de combate a este aumento de preços. Notar que o BCE, de maneira a dar resposta ao clima inflacionista europeu, já aumentou as taxas de juro de referência, o que teve efeito imediato no crédito à habitação.

Também é possível relacionar a inflação com o desemprego através da curva de Phillips, que representa, em macroeconomia, uma relação de trade-off entre a inflação e o desemprego no curto prazo. Estas duas rúbricas têm uma relação inversa, pelo que quando a inflação aumenta, o desemprego diminui, e vice-versa. Face o contexto atual, comprova-se a veracidade desta teoria.

O governador do Banco de Portugal reforçou ainda que “Depois de um período muito difícil, com a crise da covid-19, temos nesta fase que estar concentrados em convocar todos os recursos que temos disponíveis para combater esta desaceleração da economia, aumentar a confiança, ao mesmo tempo que conseguimos manter um mercado de trabalho com os níveis de desempenho que temos hoje”.

Autora: Márcia Soares

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