Inteligência Artificial: ação sobe 175% desde janeiro

No vasto horizonte da tecnologia, poucas empresas conseguiram traçar uma trajetória tão notável quanto a NVIDIA. Por isso, torna-se especialmente relevante uma análise atualizada e completa sobre o estado da fabricante de semicondutores que, desde janeiro, mais do que duplicou o preço da sua ação.

Estamos a falar da empresa que lançou a primeira unidade de processamento gráfico (GPU) do mundo, a GeForce 256, em 1999. Estes foram os tempos em que se iniciou a corrida por gráficos nos nossos computadores com aparências mais realistas – e, de repente, uma indústria foi criada. O Microsoft Windows XP foi uma das primeiras grandes linhas de computadores a adotar a nova tecnologia de GPU – desde então, as unidades de processamento gráfico tornaram-se um dos pilares fundamentais da indústria de computadores (e da tecnologia).

Agora, estamos perante uma líder indiscutível no campo da inteligência artificial, pioneira e fonte inesgotável de inovação. Recentemente, a empresa conseguiu comprová-lo: Wall Street esperava 6.52 mil milhões de receitas e a NVIDIA concretizou 7.19 mil milhões, com uma surpresa de 10,38%. Wall Street concordou em estimar 0.92 dólares de Earnings per Share, mas a NVIDIA alcançou um número quase 20% maior – 1.09 dólares de lucro por ação.

No dia 24 de maio, no momento de anunciar todos estes resultados, a NVIDIA protagonizou um aumento vertiginoso de mais de 200 mil milhões de dólares no seu valor de mercado – rondando agora um trilião. A mais importante perspectiva da NVIDIA para o segundo trimestre do ano fiscal de 2024 aponta para uma receita de 11.00 mil milhões de euros, um absoluto recorde na área de inteligência artificial e para a própria empresa.

Por falar em recordes, as receitas dos Data Centers NVIDIA também se destacaram. 

Mas, antes de tudo, o que é que se faz num Data Center?

Os data centers da NVIDIA são instalações físicas que juntam servidores de alto desempenho e sistemas de armazenamento em rede, impulsionados pelas GPUs de última geração da NVIDIA. Estes centros são vitais para lidar com cargas de trabalho intensivas (e de grandes volumes) em computação, como inteligência artificial, machine learning e análise de big data – e, muitas vezes, em tempo real.

Curiosamente, foi precisamente este o segmento que a NVIDIA mais cresceu. A receita do primeiro trimestre foi recorde de 4,28 mil milhões de dólares, um aumento de 14% em relação ao ano anterior e de 18% em relação ao trimestre anterior. 

 

Como é que a NVIDIA conseguiu crescer neste segmento?

Várias inovações foram lançadas (vêm agora os nomes técnicos): incluindo interference platforms, accelerate generative AI, soluções para criação de modelos de linguagem personalizados, bibliotecas de software para escrita computacional, expansão de parcerias e colaborações com empresas como ServiceNow, Medtronic e Dell Technologies. Além disso, a NVIDIA está a integrar o seu software de IA ao Azure Machine Learning da Microsoft.

Apesar de todas estas boas notícias, gostaria de terminar com uma das frases que, a meu ver, mais merece ser partilhada no mundo em que vivemos: 

“À medida que mais e mais inteligência artificial está a entrar no mundo, mais e mais inteligência emocional deve entrar na liderança.”

Amit Ray, (autor de Compassionate Artificial Intelligence)

Caso tenhas interesse em descobrir um pouco mais sobre inteligência artificial e as suas implicações, visita este artigo.

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