G7 aloca fundos de recuperação à indústria dos combustíveis fósseis

O grupo de países conhecido como G7 (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos), alocou mais de 189.000.000.000 de dólares (USD), como o apoio através fundos de recuperação pandémica, a empresas do ramo e da indústria dos combustíveis fósseis, apesar de se posicionarem como apologistas da redução das emissões de carbono e duma economia “mais verde”. Para além disso, a maioria destes fundos não exige que as empresas beneficiadas reduzam a sua pegada ecológica no futuro.

Uma análise da Instituição Tearfund, demonstra que estas nações perderam a oportunidade de deixar a sua resposta ao COVID-19 mais sustentável. Dos mais de 372 mil milhões de dólares, 40% foram aplicados em projetos de clean energy, tais como incentivos fiscais para incentivar os cidadãos de Itália a tornar as suas habitações mais eficientes energeticamente.

Segundo declarações de Rich Gower, associado sénior da Tearfund, “A recuperação económica pós-covid é uma grande oportunidade para acelerar a transição para uma economia verde. Neste momento, os G7 não estão a aproveitar essa oportunidade”.

Os investigadores da instituição recomendam que os G7 adotem uma estratégia de “do no harm” para a sua despesa, o que incluiria restringir a alocação de dinheiro público para a produção de carvão, petróleo e gás e impor exigências a empresas que utilizem combustíveis fósseis de forma intensiva. 

Para além disso, deveriam utilizar a sua influência (visto que representam um quarto das emissões carbónicas globais totais e apenas 10% da população mundial), para alinhar os seus objetivos com a preocupação de evitar as alterações climáticas ao máximo.

Este mês, no primeiro estudo sobre a jornada para a neutralidade carbónica, a International Energy Agency (IEA), afirmou que os compromissos feitos pelos governos, mesmo que cumpridos na totalidade, não são suficientes para reduzir as emissões de CO2, e assim, tentar limitar a temperatura global ao aumento de 1.5C acima dos níveis pré-industriais, como indicado no Acordo de Paris.

Autora: Sofia Magalhães

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