Faturação nas empresas: vendas online representaram 17,2% do montante total em 2021

De acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística, as vendas de bens e serviços através da Internet representaram cerca de 17,2% do volume total de negócios das empresas em 2021, perfazendo quase 50.000 milhões de euros. Este valor representa um aumento de 0,2 pontos percentuais relativamente ao ano anterior.

19,6% das empresas efetuaram vendas de bens e serviços através de e-commerce

Segundo as informações oriundas deste inquérito, no ano passado, cerca de 19,6% das empresas levaram a cabo vendas de bens e serviços através de e-commerce, ou comércio eletrónico, o que representa uma variação de mais 2,5 pontos percentuais face a 2020. Na vanguarda da percentagem de 17,2% do volume total de negócios destacam-se as empresas com 250 ou mais colaboradores. 

Alojamento e restauração, comércio e informação e comunicação

Tendo como base uma segmentação por setor de atividade, é possível destacar o alojamento e restauração, com 39,1% das empresas a realizarem vendas por comércio eletrónico, seguido do setor do comércio com 32,3% e, por fim, o setor da informação e comunicação com 17,7%.

Vendas maioritariamente para clientes nacionais

Do seio das empresas que realizaram vendas através de comércio eletrónico, cerca de 98,1% tiveram como destino clientes localizados em Portugal, 42,3% para outros países da União Europeia e 31,6% para o resto do mundo. Comparativamente com o ano de 2020, assistimos ao aumento de 1% nos clientes localizados em Portugal, assim como, a uma diminuição de 7,9% nos clientes estrangeiros.

Principais obstáculos do comércio eletrónico

Na esfera do “Inquérito à utilização de tecnologias da informação e da comunicação nas empresas”, o INE questionou as entidades empresariais acerca dos principais obstáculos que enfrentaram no decurso da venda de bens e serviços online. Deste modo, 32,9% das empresas salientaram que os principais obstáculos que enfrentaram foram: os custos elevados de entrega e de devolução de produtos; as dificuldades relativamente ao sistema de IVA nos diversos países da União Europeia; bem como, as restrições impostas pelos parceiros empresariais sobre as regras de vendas em determinados países. 

Cerca de 6,9% das empresas referiram a falta de conhecimentos de línguas estrangeiras para comunicar com potenciais clientes, 6,7% evidenciaram as dificuldades relacionadas com procedimentos legais aquando do momento de venda e, finalmente, 5,1% das empresas sublinharam como principal obstáculo a adaptação dos rótulos dos produtos para vendas a outros países da União Europeia.

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