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Falta de mão-de-obra ameaça retoma da indústria

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A retoma pós confinamento da indústria tradicional portuguesa é dificultada com maior gravidade devido ao aumento da escassez de mão-de-obra e ao envelhecimento da existente atualmente.

O Problema

Os setores mais tradicionais da economia portuguesa, como o setor têxtil, o setor do calçado, o setor da construção e o setor do mobiliário, apresentam o problema da falta de recursos humanos que, apesar de não ser um problema novo, se agravou com a pandemia. 

Além disso, o diretor executivo da APIMA (Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins), Gualter Morgado, expõe a sua preocupação com o envelhecimento da mão-de-obra que está atualmente a laborar nestes setores. 

Adicionalmente, torna-se mais difícil encontrar jovens especializados que possam renovar o pessoal destas indústrias, nomeadamente nas áreas da marcenaria, tornearia e estofagem, pois requerem especialização na sua atividade.

Relativamente ao setor têxtil, o presidente da ATP (Associação Têxtil e Vestuário de Portugal) menciona que, além do setor necessitar de recursos humanos com formação profissional, também são necessários profissionais com experiência. A instabilidade atual da cadeia de abastecimento também prejudica e apressa a tomada de decisão.

No que toca à construção, o presidente da AICCOPN (Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas) observa o grave problema da saída contínua de trabalhadores para o estrangeiro, condicionando o crescimento do setor.

As Consequências

Com a existência de um número insuficiente de trabalhadores, as empresas rejeitam encomendas, pois não têm capacidade para dar resposta à procura. Deste modo, acabam por perder clientes, têm maior dificuldade em crescer e colocam-se em risco.

No que toca à promoção internacional em grandes fóruns, as empresas podem ser prejudicadas por não conseguirem um desempenho tão elevado como conseguiriam ao laborar com os recursos humanos suficientes e/ou especializados. As indústrias tradicionais apresentam uma reputação muito positiva globalmente, de acordo com Gualter Morgado. Portanto, não podem deixar passar esta oportunidade e muito menos prejudicar a reputação que demorou anos a ser construída.

 As Soluções

As associações setoriais pretendem ultrapassar a escassez de recursos humanos e recuperar economicamente através de políticas de incentivo à contratação de recursos humanos e de campanhas que valorizem estes setores tradicionais, que sofrem estigmas, tornando-se menos atrativos para a mão-de-obra mais jovem, como relatam as associações setoriais à Lusa. 

Deste modo, a APIMA refere soluções ao nível do investimento em marketing, para modernizar a marca e comunicar de forma mais eficaz as condições oferecidas.

Por fim, a APICCAPS (Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos) expõe soluções ao nível da comunicação com os centros de emprego e da criação de campanhas de sensibilização.

Autor: João Sarilho

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