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Evergrande cada vez mais perto da insolvência

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Na passada quarta-feira, o grupo Evergrande ($3333.HK), gigante da construção chinês, anunciou que o possível negócio de venda da sua unidade de serviços imobiliários ao seu rival Hopson Development Holdings ($0754.HK) caiu por terra. O negócio implicaria a venda de 50,01% da unidade por um valor de cerca de 2,6 mil milhões de dólares e uma injeção de capital vital para uma empresa que se encontra às portas da insolvência.

Com uma dívida de 300 mil milhões de dólares, é justo dizer que não foi nem será o desfecho deste negócio que colocou o grupo Evergrande nesta posição. No entanto, poderia ter sido o que faria a diferença entre entrar em default já este fim de semana em obrigações offshore que já arrecadaram centenas de milhões de dólares em juros em incumprimento, ou adiar a situação por umas semanas.

A compra e venda de ações dos dois grupos está interrompida desde o início do mês de outubro devido ao processo negocial que se encontrava em curso entre os dois. Tal é possível devido às estruturas acionistas, sendo que ambas exibem sócios maioritários que estão capacitados a dar ordens de interrupção na bolsa sempre que operações do género estejam em cima da mesa. Estas dinâmicas de mercado afetam muito negativamente os acionistas minoritários que ficam interditos de transacionar os seus instrumentos e vêm os seus direitos a serem postos em causa.

Com a situação publicamente encerrada é expectável que a transação das ações volte ao estado de relativa normalidade assim que possível.

Nas suas declarações de quarta-feira, o grupo Evergrande falou também sobre o incumprimento nas suas obrigações offshore, limitando-se a afirmar que o grace period destas ainda não acabou, e que, além da venda de parte da sua participação num banco regional, não houve progressos significativos na alienação de ativos. O grace period destas obrigações acaba neste dia 23, e as expectativas gerais do mercado e dos analistas é de que a empresa entre em default e que a reestruturação dos maiores, até à data, da economia chinesa, entre em marcha.

No entanto, tendo em conta as atuais perspectivas que pairam sobre o mercado imobiliário chinês, o mais provável é a insolvência do grupo.

Um efeito dominó com a queda do grupo é bastante provável, apesar do banco central chinês ter afirmado que o efeito contágio pode ser controlado, culpando a empresa pela sua má gestão.

Os tempos que se avizinham não serão prósperos para o setor imobiliário chinês, os cidadãos chineses e a economia chinesa.

Autor: Adelino Meireles

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