Estaríamos num mundo melhor sem SPACs?

Charlie Munger, vice-presidente da Berkshire Hathaway e parceiro de longa data de Warren Buffett, disse na passada quarta-feira que tem evitado o interesse especulativo em torno das empresas de aquisição para fins especiais (SPACs), e exortou outros comerciantes para que considerem fazer o mesmo.

Figura 1 – Charlie Munger

O investidor, de 97 anos, revela que não contribui para o desenvolvimento destas empresas e crê que “o mundo estaria bem melhor sem elas”. Além disso, acrescenta que “este tipo de especulação em empresas” que não foram sequer encontradas ou escolhidas, “ é um sinal de uma bolha irritante“.

As SPACs (Special Purpose Acquisition Company), atingiram o recorde de 82 mil milhões de dólares em 2020. Este elevado valor deve-se, entre outros fatores, a magnatas e celebridades de Wall Street, que optaram por este meio não convencional, para contornar o processo tradicional de IPO. Este ano, até ao dia 12 de fevereiro, as SPACs já tinham angariado mais de 45 mil milhões de dólares (Yahoo Finance).

No seu todo, as SPACs não têm operações comerciais, mas são criadas com o intuito de angariar fundos, que são, depois, utilizados para adquirir uma empresa privada e torná-la pública. Empresas como a Nikola (NKLA), a Virgin Galactic (SPCE) e a DraftKings (DKNG), fizeram as suas estreias públicas através de uma SPAC. No futuro, podemos esperar mais do mesmo de muitas outras empresas, como é o exemplo da Lucid Motors.

A oferta pública inicial de 4 mil milhões de dólares, do investidor bilionário Bill Ackman’s, através da sua SPAC, Pershing Square Tontine Holdings, representou a maior oferta SPAC no ano passado, porém, ainda não identificou um alvo de aquisição.

No entanto, como tudo o que está na ribalta, as críticas têm-se multiplicado, e os seus riscos têm sido escrutinados ao máximo. Para já, as ações de dezenas das maiores SPACs, ficaram sempre atrás das de empresas que se tornaram públicas, pela IPO tradicional. Por isso, teme-se que estas empresas sirvam, no longo prazo, para beneficiar mais os seus fundadores, do que os acionistas individuais.

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