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Esquemas DeFi: 10 Mil Milhões de dólares perdidos

⏱️ Tempo estimado de leitura: 3 minutos

De acordo com o último relatório da Elliptic, o líder mundial em gestão de risco e crime financeiro dentro do mercado das criptomoedas, mais de 10 mil milhões de dólares foram extorquidos dos protocolos de financiamento descentralizado, ou DeFi, através de esquemas fraudulentos.
O relatório revela que desde o início de 2020 até Novembro de 2021, ocorreram mais de 12 mil milhões de dólares de perdas pelos utilizadores e investidores no meio DeFi, devido ao aproveitamento malicioso de falhas em aplicações descentralizadas (DApps), tais como trocas descentralizadas (DEXs), protocolos de empréstimo e ofertas de gestão de activos. Estas perdas incluem a perda directa de fundos roubados das DApps, que totalizou em cerca de 10,5 mil milhões de dólares, bem como perdas sofridas por detentores de tokens associados a estes protocolos.
Tom Robinson, cientista chefe da Elliptic, disse: “O ecossistema DeFi é um espaço incrível e de grande movimento, com a inovação dos serviços financeiros a acontecer à velocidade da luz. Isto está a atrair grandes quantidades de capital para projetos que nem sempre são robustos ou bem testados. Os actores criminosos viram a oportunidade de explorar isso”.
“As DApps eliminam qualquer controlo sobre os fundos dos utilizadores por parte de terceiros”, disse Robinson. “Mas devem confiar que os criadores do protocolo não cometeram um erro de codificação ou de concepção que possa levar a uma perda de dos fundos”.
O aumento da popularidade da DeFi atraiu um aumento significativo do DeCrime associado, um termo utilizado pela Elliptic para designar o crime financeiro que envolve instrumentos financeiros descentralizados.
A DeFi tem sido frequentemente referida como o “faroeste” das criptomoedas. Tais serviços prometem frequentemente enormes retornos aos utilizadores mas dispensam qualquer envolvimento de intermediários como os bancos. Os produtos de poupança e empréstimo com taxas de juro elevadas são uma visão comum no espaço que o torna tão atrativo.Mas à medida que o mercado cresceu em tamanho, o mesmo aconteceu com o volume de atividade ilícita. No início deste ano, a plataforma Poly Network da DeFi perdeu mais de 600 milhões de dólares naquele que foi, na altura, o maior roubo no mercado das criptomoedas. Numa reviravolta inesperada, a totalidade dos fundos foi mais tarde restaurada pelos próprios hackers, em que afirmaram ter explorado as fragilidades da Poly Network para realçar falhas no seu sistema.
A resposta a este panorama tem sido a regulação. Os reguladores estão cada vez mais preocupados com a rápida ascensão da DeFi.A SEC (Securities And Exchange Comission) está a procurar informações junto da Uniswap Labs, uma plataforma descentralizada com o mesmo nome, sobre a forma como os investidores utilizam a plataforma e a forma como esta é promovida.Um porta-voz da Uniswap Labs afirmou que a empresa estava empenhada no cumprimento da lei e na assistência aos reguladores nos seus inquéritos.O problema, dizem os especialistas, é que os serviços DeFi muitas vezes promovem-se como descentralizados, quando nem sempre é esse o caso.
O FAFT ou Financial Action Task Force, é uma organização que tem um papel vital contra o branqueamento de capitais e divulgou recentemente orientações sobre criptomoedas e ao mesmo tempo fazendo um apelo aos países para identificarem indivíduos com controlo ou influência suficiente sobre programas DeFi.

Autor: Tiago Amarante

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