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Economia Sustentável: a UE e as obrigações verdes

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Foi na passada quinta-feira, dia 7 de outubro, que Ursula Von Der Leyen – a Presidente da Comissão Europeia – anunciou que a União Europeia vai começar a emitir, já a partir do final do mês de outubro, obrigações verdes no valor de 250 mil milhões de euros. Esta medida faz parte do programa de recuperação Next Generation EU, um instrumento da União Europeia que tem por objetivo tornar a Europa mais saudável, mais ecológica e mais digital. 

Ora, à medida que a urgência de combater as mudanças climáticas aumenta, os governos têm dedicado uma quantidade maior de recursos públicos a projetos ambiciosos que tenham por objetivo tornar as suas economias mais sustentáveis. No entanto, o custo desse tipo de projetos tende a crescer bastante, situação que acaba por atrair investidores à procura de novos empreendimentos. Neste sentido, surgem as obrigações verdes: uma das várias medidas da UE para investir na transição energética e climática, financiando uma economia mais sustentável. 

Uma das principais críticas a este instrumento é que, por ser recente, deixa espaço a que as empresas usem o financiamento para outro tipo de projetos que nada têm que ver com empreendimentos sustentáveis, sem que, por isso, incorram em problemas com a justiça. Neste sentido, Von Der Leyen anunciou também uma nova classificação para identificar os investimentos “verdes” – a Taxonomia da UE, instrumento que permite aos governos e investidores identificar quais os projetos que respeitam o Acordo de Paris.

Atualmente, o mercado europeu de obrigações verdes vale já 1 bilião de euros, o que significa o dobro face ao dos Estados Unidos e três vezes mais, quando comparado com o da região da Ásia-Pacífico. A Europa é, por isso, “a casa do investimento sustentável”, como sublinhou a responsável da UE na abertura da Cimeira de Investimento Sustentável da UE 2021. Esta Cimeira é o primeiro evento anual da Comissão Europeia sobre investimento sustentável, criado na sequência do lançamento do Acordo Verde Europeu. Este acordo estabelece o objetivo de que a Europa se torne o primeiro continente neutro, em termos de clima, até 2050. Desta forma, tem-se em vista o aumento da sensibilização para o tema, a apresentação de novas perspetivas e o inspirar de iniciativas ousadas e pioneiras, tanto em termos europeus, como a nível mundial.

Autor: Carolina Miguel Ferreira

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