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Earnings Season dos grandes bancos americanos. Que podemos esperar?

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Os grandes bancos iniciarão, esta semana, a temporada de ganhos (earnings season) do terceiro trimestre de 2021. Desde o início do ano que o sector financeiro tem desfrutado de uma corrida impressionante. Continua a ser o segundo melhor desempenho no S&P 500 depois do sector energético, tendo subido mais de 30% em 2021.

Espera-se que os maiores financiadores dos Estados Unidos (EUA) reportem, em média, lucros moderadamente mais elevados do que no respetivo trimestre do ano anterior. Isto à medida que os ajustamentos contabilísticos relacionados com a pandemia – que tinham duplicado os seus ganhos no início deste ano – forem diminuindo e o negócio começar a voltar ao normal. A JPMorgan Chase & Co ($JPM) dá o kickoff a esta earnings season na próxima quarta-feira. Os analistas esperam que o maior emprestador do país reporte lucros ligeiramente mais baixos em comparação com o período de há um ano atrás – revelam os dados I/B/E/S da Refinitiv. Na quinta-feira, o Citigroup Inc ($C) e a Morgan Stanley ($MS) deverão ambos dar a conhecer um aumento de 15% nos lucros, enquanto o Bank of America Corp ($BAC) deverá registar um aumento de cerca de 35%. Calcula-se que a Wells Fargo & Co ($WFC), que também anunciará resultados no mesmo dia, apresente um salto maciço de mais de 100% num trimestre em que os resultados foram pressionados por despesas invulgares. O Goldman Group Inc ($GS) encerra a semana, sexta-feira, esperando-se que os lucros aumentem ligeiramente.

As divisões de banca de investimento deverão proporcionar ganhos espetaculares graças a um boom recorde em aquisições, enquanto uma queda nas receitas de trading de produtos de fixed income será parcialmente compensada por fortes volumes de equity.

De qualquer modo, os analistas interrogam-se sobre se as receitas líquidas de juros, que fornecem mais de metade dos rendimentos da indústria bancária – mas estagnaram nos últimos trimestres – deverão aumentar nos próximos meses acompanhando taxas de juro mais elevadas e com a procura de novos empréstimos por parte de empresas e consumidores.

“Essa vai ser a questão. É o coração do negócio para todos”, disse Gerard Cassidy, o analista do RBC Capital Markets.

Comentando estes resultados, muitos analistas dizem esperar este ano ver as margens de juro líquidas expandirem-se juntamente com o aumento das taxas de juro de referência. E, à medida que a recuperação económica se desenrola, os bancos poderão libertar ainda mais reservas para perdas de empréstimos que foram reservando para se proteger contra potenciais incumprimentos e não pagamentos durante o curso da pandemia. De acordo com Matt O’Connor, director-geral do Deutsche Bank ($DB), de equity research dos bancos norte-americanos, as instituições bancárias ainda têm uma margem considerável para que seja potencializado o crescimento dos empréstimos com a recuperação económica em curso. O total dos empréstimos à indústria ainda está um por cento abaixo dos níveis pré-pandémicos desde o quarto trimestre de 2019, disse ainda, e estão abaixo de uma percentagem ainda mais significativa de dígitos médios quando se excluem os empréstimos feitos por meio do Programa de Proteção de Paycheck da era COVID.

Por fim, é ainda esperado que a maioria dos bancos relate aumentos de despesa superiores à das receitas. Para acompanhar a concorrência, continua a ser necessário mais gastos em tecnologia. Os analistas também suspeitam que os bancos tenham de pagar mais para atrair empregados.

Autor: Diogo Chaves

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