Dogecoin acaba de atingir uma capitalização de 92 mil milhões de dólares

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O valor monetário da Dogecoin elevou-se acima dos 73 cêntimos este sábado, passado dia 8 de maio, o que se traduziu em enormes ganhos de capital para os seus investidores, tendo em conta que começou o ano a menos de 1 cêntimo. Durante o ano corrente, sofreu algumas desvalorizações, mas presentemente vale cerca de 92 mil milhões de dólares (em capitalização de mercado).

Lançado como uma piada em 2013, globalmente conhecida pelo meme “DOGE”, uma cão da raça Shiba Inu, a Dogecoin, ao contrário da Bitcoin, não tem um limite de oferta e, portanto, nesse sentido, não se trata de um instrumento para a cobertura de inflação. Importa também realçar que, apesar de alguns retalhistas aceitarem a Dogecoin como método de pagamento, devido ao raciocínio anterior, esta, não é considerada tão atrativa no mercado como a bitcoin.

Qual é então a novidade relativamente à Dogecoin que permite ganhos de capital na ordem dos 7000%?

Bem, podemos afirmar que a principal característica diferenciadora da Dogecoin relativamente às outras criptomoedas é, efetivamente, a sua grande comunidade de utilizadores que se estima na ordem dos milhões. 

Prova disso mesmo é o facto de a sua comercialização ter desencadeado inúmeras interrupções em plataformas como a RobinHood. A sua comunidade reúne-se em torno de dias importantes (em termos práticos, dias que servem para uma forte especulação) como o Dia Doge, a 20 de abril (Dia Mundial da Erva) ou quando por exemplo, Elon Musk ou outros CEOs mediáticos marcam presença em programas de televisão/podcasts com uma grande percentagem de share.

De acordo com o Matt Hougan, CIO daBitwise Asset Management”, o primeiro fundo de investimento que apenas utiliza criptomoedas na sua estratégia de gestão de ativos, o fenómeno da Dogecoin trata-se do primeiro dinheiro nativo da Internet, e, nas suas palavras,  não é surpreendente que algumas das características comuns da Internet façam parte da sua história, incluindo características como: comunidades online, crescimento viral, entre outros.

No raciocínio de Hougan, os investidores mais pragmáticos, isto é, aqueles que desenvolveram o seu portfólio de investimento antes do tech boom (antes da Internet e desenvolvimento da economia digital) consideram este ativo como sendo um autêntico lixo. Por outro lado, a geração Z, mais particularmente alguns gamers que cresceram num mundo digital, principalmente, aqueles que cresceram a gastar dinheiro real para “ comprar uma espada num jogo online” estão muito mais à vontade com o fenómeno da Dogecoin.

Para finalizar, importa realçar que tudo, mas mesmo tudo no mundo ainda pouco explorado das criptomoedas, envolve riscos especulativos extremamente elevados. O investidor que optar por realizar um investimento neste tipo de “ativos” deve assumir, logo à partida, que perdeu efetivamente o que investiu e, portanto, não deve utilizar toda ou uma grande parte das suas poupanças neste tipo de investimentos. 

Até porque, neste contexto de incerteza em que as criptomoedas ainda operam, basta um decreto presidencial de um país com uma forte presença geopolítica ou algum banco central de um país (como por exemplo, o Japão) assumir que irá criar um “yen” digital (regulamentado, obviamente) e proceder efetivamente à sua implementação,  que o fenómeno das criptomoedas desaparece com a mesma velocidade que surgiu. 

A prova prática deste raciocínio pode ser facilmente encontrada no raciocínio de Hougan. De acordo com o mesmo, a Dogecoin (principalmente) trata-se dum fenómeno de “market excess”, isto é, excesso/loucura de mercado. A Bitwise possui um índice que rastreia as 10 criptomoedas com maior índice de mercado e, apesar da Dogecoin ocupar a quarta posição, não se encontra no índice, devido a não ser, de maneira nenhuma, apropriada para os investidores institucionais.

 Autor: Francisco Antunes

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