Dependência da Alemanha do gás natural russo  

Nos últimos anos, as relações comerciais entre a Alemanha e a Rússia desenvolveram-se bastante, causando uma forte dependência por parte da Alemanha das fontes de energias produzidas pela Rússia.  

Um fator fundamental para entender a dependência da maior economia da Europa, foi a mudança da energia nuclear para a utilização de gás natural para fornecer energia para a população. Houve diversas pressões por parte do povo alemão para utilizar fontes de energia renováveis, depois da crise nuclear de Fukushima no Japão em 2011. 

A relativa proximidade de distância entre os países facilitou a relação comercial. A Rússia é um dos países que mais possui gás natural disponível. Desta forma, foi construído um gasoduto que ligava ambos, chamado de Nord Stream 1 (inaugurado em 2011). Segundo informações do portal do Nord Stream 1, foram transportados 59,2 mil milhões de metros cúbicos de gás natural da Rússia para a Alemanha, o maior transporte desde a inauguração do gasoduto.  

Estava programado para meados deste ano o funcionamento da expansão do fornecimento de gás natural da Rússia para Alemanha através do novo gasoduto chamado de Nord Stream 2, que teria como objetivo dobrar a distribuição de gás, ou seja, aumentaria ainda mais a dependência alemã. 

55% do gás natural, 52% do carvão e 34% do óleo mineral que a Alemanha utiliza provém da Rússia, ou seja, há uma forte dependência de energia, visto que a Alemanha não produz mais a energia nuclear como antigamente, que produziam por conta própria, sendo necessário negociar com outros países fontes de energias diferentes. 

As relações entre ambos  os países estão altamente instáveis, já que os conflitos no Leste Europeu fizeram que diversas nações praticassem sanções à economia russa. Entretanto, há uma forte dependência alemã que faz com que seja mais delicado aplicar sanções. Sendo assim, de acordo com Olaf Schulz, atual chanceler alemão, o boicote para o gás natural e petróleo irá prejudicar ainda mais a situação da população germânica, podendo ampliar o desemprego e a pobreza. 

Após estas situações, o governo alemão percebeu que não podem mais depender de uma administração extremamente instável por parte dos russos, sendo necessário diversificar ainda mais suas fontes de energia, ampliando as relações comerciais com outros países.  

O vice-chanceler Robert Habeck garantiu que há um forte projeto de cortar a dependência do carvão russo até meados deste ano e procurar outros países para comprar petróleo até ao fim deste ano, eliminando cada vez mais a relação entre estas nações.

Autor: Kyle Carvalho

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