DeFi: a urgência da descentralização

Celsius, Voyager e FTX, todas elas entraram em falência. E o que têm em comum todas estas empresas além de movimentarem criptomoedas? Centralização. Com o objetivo de remover esta centralização surgiu há 14 anos a Bitcoin, através da retirada do intermediário/middleman da equação.

Quem assiste à sucessão de queda de gigantes no espaço das criptomoedas vai, com toda a certeza, retirar ilações precipitadas e enviesadas, insurgindo-se contra as criptomoedas. O problema destas falências, que arrastam consigo milhares de milhões de dólares em prejuízos, é semelhante ao que se passa no mundo tradicional das finanças: o facto de dependermos de terceiros. 

Esta terceira entidade envolve seres humanos que estão sujeitos a sentimentos, nomeadamente à ganância. E, tal como o pequeno investidor de retalho, também eles, os grandes, os quais são denominados de Wales na esfera cripto, cedem quando vislumbram o potencial de maiores ganhos e acabam por gerir mal o dinheiro dos outros. O resultado de toda esta situação? Está à vista de todos. 

Deste modo, é fundamental que as pessoas entendam que o futuro passa pelas DEXs – decentralized exchanges. Estas são uma espécie de “website sem dono”, onde podes fazer troca de criptomoedas, sem depender de intermediários e mantendo a custódia dos teus criptoativos. Ou seja, a grande diferença está no maior controlo que terás sobre os mesmos. 

Este maior controlo, acarreta mais responsabilidades, pois implica que as pessoas aprendam proteger as suas seed phrases (chaves-privadas) e até que saibam maximizar a segurança das suas criptomoedas com uma carteira fria, como é o caso da Ledger. Num mundo de finanças descentralizadas, quando és o dono dos teus ativos digitais, impedes que outras pessoas utilizem o teu dinheiro de forma irracional, destruindo-o em negócios ruinosos, sem qualquer preocupação em relação às consequências que isso terá para ti. Fazer uso de DEXs dá-te liberdade, sendo o preço a pagar mais responsabilidade!

Se olharmos para a crise de 2008, muitas pessoas foram enganadas, burladas e ficaram sem nada. Porquê? Porque confiaram num intermediário, ou seja, nas finanças centralizadas (CEFI – centralized finances). 

Na esfera cripto diz-se que o sistema se quer trustless –  “In code we trust”. De facto, confiamos no códido, nos contratos inteligente, mas nem sempre nas pessoas porque elas cedem à ganância; o código, por sua vez, é pura matemática! 

Para não seres mais um a ficar sem os teus criptoativos por causa dos erros e da ganância de intermediários, anota bem esta frase:

NOT YOUR KEYS, NOT YOUR CRYPTO!

Unknown
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