Facebook ou Fakebook?

Várias queixas têm sido reportadas contra o Facebook ($FB) por “práticas comerciais enganosas”, pois a empresa não tem conseguido cumprir a tarefa de evitar a disseminação de contas e informações falsas.

Nos últimos dois anos, o Facebook tem removido mil milhões de contas falsas por trimestre. No último trimestre de 2020 o número chegou a 1,3 mil milhões, um montante equivalente a quase metade dos utilizadores “reais” e ativos desta que é a maior rede social do mundo.

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) recorda que a empresa, nos seus termos de utilização diz que faz o melhor que pode para “manter um ambiente seguro e sem erros” e compromete-se a “limitar significativamente a divulgação de informações falsas”.  Apesar de alegadamente terem “os sistemas mais avançados do mundo” para lidar com contas falsas (responsáveis pela maior parte da desinformação existente na plataforma), o problema ainda predomina.

De acordo com a Security and Exchange Commission (SEC, que em Portugal equivale à CMVM) o Facebook confirma que até 5% das 2,8 mil milhões de contas na rede social podem ser falsas, incluindo bots (“robôs”, softwares programados para executar determinadas tarefas), e outros 11% podem ser duplicados. Estamos a falar em mais de 448 milhões de contas não autenticadas. Diz ainda que contas duplicadas são “significativamente” mais altas nas Filipinas e no Vietname.

Existem duas potenciais consequências para o futuro do Facebook devido a este número de contas falsificadas: uma vez que o número de usuários existentes no Facebook é a base para a quantidade de publicidade e anúncios, e se uma boa percentagem dessas contas forem falsas, os publicitários podem usar isso como forma de obterem taxas mais baixas, abrandando o seu revenue growth. Para além disso, o Facebook pode igualmente fortalecer as suas medidas para combater fake-news e contas não autenticadas. Isso iria atrasar a margem operacional que aumentou de 34% para 38% de 2019 para 2020.

Como vemos, apesar das suas vendas terem aumentado 22% em 2020, o modelo de publicidade do Facebook está sob muita pressão. Esta rede social é considerada a “menos segura das grandes plataformas” o que causa um enorme impacto a nível mundial.

Autora: Margarida Fernandes | Fonte: Financial Times

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