Como podes guardar as tuas criptomoedas em segurança?

Nas últimas semanas deparámo-nos com algumas das maiores exchanges do mundo a apresentar problemas de liquidez, restringindo os levantamentos de criptomoedas enquanto afirmavam estar tudo bem com a empresa e acabando por, no final, declarar falência. Estes incidentes por parte de entidades que, na teoria, seriam um local “seguro” para determos os nossos investimentos, originaram que, cerca de 3 biliões de dólares, fossem retirados de algumas exchanges nos dias seguintes, de forma a serem colocados em locais mais seguros.


E como podemos, afinal, guardar as nossas criptomoedas da forma mais segura possível?

É exatamente aqui que entram as carteiras digitais de cripto ativos. Estas carteiras permitem manter as nossas criptomoedas numa carteira à qual apenas nós temos acesso, através de um conjunto de, geralmente, 12 palavras.

Existem, essencialmente, dois tipos de carteiras, as hot wallets/software wallets e as cold wallets/hardware wallets.


No que consistem estes dois tipos de carteira?

Uma hot wallet é uma carteira que está constantemente conectada à internet e que permite que os utilizadores guardem, recebam ou enviem criptomoedas. Estas carteiras são compostas por dois tipos de “chaves”, as chaves públicas e as chaves privadas. As chaves públicas são uma espécie de “username” que permite que a nossa carteira seja identificada por terceiros. Por outro lado, as chaves privadas, são chaves que dão de facto acesso à carteira.

Já nas cold wallets os criptoativos são guardados numa carteira sem acesso à internet que é, por sua vez, a sua grande vantagem em relação às hot wallets. Neste tipo de carteiras e à semelhança das hot wallets, o utilizador consegue também guardar, enviar e receber criptomoedas.


Então e quais são as grandes diferenças entre as cold wallets e as hot wallets?

Em primeiro lugar: o custo. Enquanto as hot wallets são aplicações ou add-ons ao teu browser e, por isso, são geralmente gratuitas, as cold wallets podem ser pagas. Apesar de existirem cold wallets digitais, a maior parte é física e, por essa razão, são pagas e geralmente variam entre os $50 e os $200.

Em segundo lugar: a acessibilidade à carteira. Por serem aplicações no nosso computador ou add- ons ao nosso browser, as hot wallets são de fácil acesso, requerendo apenas que nos liguemos à internet e tenhamos acesso imediato ao nosso saldo, às criptomoedas que possuímos, etc. Por outro lado, as cold wallets, por serem, geralmente, dispositivos físicos, requerem uma ligação por bluetooth ou por cabo USB, para que nos seja possível aceder ao painel da carteira e, aí sim, conseguirmos ver o nosso saldo, criptomoedas, etc. Neste aspeto, as hot wallets são mais convenientes que as cold wallets.

Em terceiro e último lugar: a segurança. É precisamente pela conexão constante à internet, que as hot wallets são um pouco menos seguras que as cold wallets, na medida em que estão sujeitas e expostas a ataques informáticos. Hot wallets são bastante seguras, sim, devido a um conjunto de proteções criptográficas, mas a sua segurança não se compara à de uma cold wallet.

Alguns exemplos de hot wallets e cold wallets:

Hot Wallets:

  • Metamask
  • Binance Wallet
  • Coinbase Wallet

Cold Wallets:

  • Trezor
  • Ledger


Afinal, qual a melhor forma de guardarmos as nossas criptomoedas?

Não há “a melhor forma” de o fazer, existe apenas a forma mais adequada para cada caso em particular. Se uma pessoa planear apenas comprar criptomoedas e guardá-las a longo prazo, poderá fazer sentido uma cold wallet, onde essas mesmas criptomoedas ficarão em segurança.

Por outro lado, se uma pessoa planear comprar e vender criptomoedas diariamente ou semanalmente, poderá fazer mais sentido optar por uma hot wallet ou por deixar as criptomoedas na exchange.


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