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Binance procura fundos soberanos para se aproximar dos reguladores

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A maior plataforma do mundo de criptomoedas está a procurar melhorar as suas relações com os vários governos, disse ao Financial Times o CEO Changpeng Zhao (mais conhecido por “CZ”).

As declarações surgem numa altura em que vários estados, tais como Reino Unido, Tailândia e Singapura anunciaram um corte total das relações com a Binance, proibindo a sua atividade. Sendo crescente a pressão por parte dos reguladores, Zhao acredita que os investimentos de fundos soberanos ajudariam a melhorar a sua “perceção e relacionamento” com vários governos. “Mas também pode vincular-nos a países específicos… com o qual queremos ter algum cuidado”, acrescentou.

A avaliação das plataformas de criptomoedas tem disparado nos últimos meses, acompanhando o aumento do valor da Bitcoin ($BTC) e de outras criptomoedas. A Coinbase($COIN), única exchange cotada em bolsa desde o início deste ano, tem uma avaliação de 76 mil milhões de dólares, enquanto que a FTX alcançou recentemente uma avaliação de 25 mil milhões de dólares, após uma valorização de mil milhões de dólares em fevereiro de 2020.

Zhao referiu na semana passada no Bloomberg New Economy Forum que a plataforma estava a registar volumes de transações diárias de 170 mil milhões de dólares, em comparação com os valores de 10 a 30 mil milhões de dólares registados há dois anos.

A tentativa de fortalecer a estrutura do capital da Binance com recurso a fundos soberanos surge num momento em que a exchange intensifica a procura por uma nova sede global em cidades como Singapura e Dubai.

A Binance oferece produtos relacionados com criptomoedas para os seus utilizadores em todo o mundo, contudo os vários reguladores têm vindo a criticar os produtos financeiros de alto risco, principalmente a negociação de derivados.

Em defesa da Binance, Zhao disse que não estava preocupado com atividades ilegais na plataforma uma vez que a empresa era “provavelmente melhor do que os bancos” uma vez que tem procedimentos de Know Your Customer(KYC), e Anti-Money Laundering (AML) reforçados.

A empresa foi fundada na China, mas saiu do país em 2017, depois das criptomoedas terem sido proibidas naquele país, abrindo vários escritórios pelo mundo. A proibição de minerar e transacionar criptomoedas na China, demonstra a abordagem do país para bloquear o crescimento das criptomoedas externas em prol de uma versão desenvolvida internamente. Pequim tem vindo a desenvolver e a promover a sua própria moeda digital. Este método já resultou no passado com empresas como a Alibaba($BABA) ou a Tencent($0700.HK).

Zhao acrescentou que a subsidiária americana, Binance.US, irá fechar uma ronda de financiamento pré-IPO de “algumas centenas de milhões” nos próximos um a dois meses, com o objetivo de uma listagem na bolsa de valores para breve.

Autor: José João Sampaio

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