As políticas de Jeremy Hunt: Reviravoltas no sistema fiscal britânico

Tal como Liz Truss foi a sucessora de Boris Johnson e eleita no mês passado como primeira-ministra britânica, Jeremy Hunt foi eleito primeiro-ministro das Finanças britânico, ocupando o lugar de Kwarteng, cujo mandato apenas se limitou a trinta e oito dias nesta posição jurídica. 

O atual primeiro-ministro pretende reformar as políticas fiscais inglesas, mantendo, em vigor, apenas duas daquelas que foram anunciadas, anteriormente, por Kwarteng: aquelas que se referem ao imposto selo e às contribuições para a segurança social. 

É um facto inegável que as medidas de Truss conjugadas com as convicções de Kwarteng despoletaram nos mercados internacionais a desvalorização acentuada da libra esterlina face ao dólar. As medidas contracionistas anunciadas por Kwarteng levaram ao aumento da dívida pública, resultante dos pacotes fiscais serem totalmente financiados por endividamento. 

Face ao escalonamento da dívida pública nos mercado ingleses com as yields da dívida a subir valores insuportáveis, o Banco de Inglaterra viu-se forçado a atuar, comprando obrigações, estabilizando o valor da libra, relativamente ao dólar, mas agravou ainda mais a espiral inflacionista sentida em território britânico

A taxa de IRC, cujo valor tinha descido para um patamar de 19%, volta agora a subir para o valor de referência de 25%, o que significa que apenas às empresas lhe são concedidos três quartos do rendimento positivo coletável obtido num determinado período de referência.

A taxa de imposto sobre rendimentos singulares, o IRS, não é revisto, pelo que se encontrará nos 20% .Quanto à taxa incidente sobre os dividendos não se prevê a sua diminuição, pelo que os prejudicados serão os acionistas, 

Para Hunt, garantir a sustentabilidade das finanças públicas, num contexto onde se privilegia pouca volatilidade e, por isso, risco revela-se como um dos seus pilares na formulação das políticas a adotar. 

Tanto o ministro como o chefe do executivo consentem que “seria irresponsável da parte do governo continuar a expor as finanças públicas à volatilidade ilimitada dos preços internacionais”.

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