As armas de guerra do BCE como forma de combate aos juros de dívida e prémios de risco crescentes.

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Climas incertos, dúbios e extremamente voláteis colocam as autoridades de política, numa posição de defesa e relutância. A guerra provocou a escalada dos juros da dívida, bem como dos prémios de risco, razão pela qual o BCE tem avançado com inúmeros mecanismos de combate, perante tal situação. 

Em comparação com as obrigações alemãs que, funcionam como referência, as yields portuguesas associadas às OT`s a cinco e a dez anos, sobem cerca de 10 pontos base, relativamente ao período homólogo, situando a um nível de 2,327% e 2,961%, respetivamente.  

Riscos de fragmentação é o que caracteriza os mercados internacionais: os prémios de risco e juros de dívidas crescentes têm valores díspares entre membros da UE. Assim, de forma a erradicar tal fenómeno, Christine Lagarde, atual presidente do BCE, afirma que existirão limites aos spreads das yields da dívida soberana que, pela perspectiva de Mário Centeno, governador do Banco de Portugal, irão ser acionados “quando os diferenciais da dívida estiverem para além dos fundamentos económicos”. 

Às yields de obrigações mais elevadas, estão associados prémios de risco maiores, dada a elevada taxa implícita de rentabilidade oferecida pelos ativos obrigacionistas. Assim, o BCE projeta escudos anti-spread, como é o exemplo a flexibilidade no reinvestimento dos ativos da carteira PEPP, medida essa que também fomenta o fim da fragmentação nos mercados dos diversos países da UE. 

Apesar de estarem traçadas e bem definidas as metas a serem alcançadas pelos mecanismos de anti-fragmentação, a presidente do Banco Central Europeu diz que estes instrumentos ainda vão ser analisados em consórcio, na reunião prevista para o próximo  dia 21 de julho. Apenas salvaguarda que tais medidas a serem adotadas devem ser eficazes e conter garantias de proteção. 
Assim, tal mecanismo de correção dos diferenciais de prémios de risco e juros de dívida irá também funcionar como estabilizador da política monetária, cujo principal objetivo e, ainda mais em tempos bélicos, é consolidar o nível da taxa de inflação, através da subida das taxas de juro de referência.

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