Alemanha reativa as suas centrais a carvão

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A Alemanha vai reativar as suas centrais a carvão para fazer frente à diminuição do fornecimento de energia russo. O principal objetivo é conseguir poupar gás natural para o próximo inverno.

Por toda a Alemanha, 27 centrais elétricas, que tinham a sua produção suspensa, alimentadas a carvão irão voltar a produzir em mais uma das medidas tomadas pelo governo de Olaf Scholz com o objetivo de diminuir a dependência energética do país da Rússia. No entanto, o ministro da Economia e da Proteção Climática, Robert Habeck, é claro em afirmar que esta será uma medida temporária e o país mantém a meta de eliminar de forma sustentada o uso do carvão até 2030.

Com esta reativação a Alemanha espera conseguir encher as suas reservas de gás natural para o inverno, sendo esperada uma poupança na ordem dos 10 terawatts-hora de gás natural no país, permitindo que as reservas de gás continuem a crescer a uma taxa de 1,3% a 1,4% por dia.

Esta medida faz parte de um novo pacote de medidas que a Alemanha apresentou para lidar com a mais que provável escassez de gás natural que terá no próximo inverno. Além disso foram dadas ordens para que a iluminação pública veja a sua intensidade reduzida, bem como a sua frequência, e ainda será necessário racionar a quantidade de água quente consumida e as piscinas públicas passarão a ser enchidas com água mais fria.

Habeck, o líder do partido Die Grünen, o partido ambientalista da Alemanha afirma que “De agora em diante, o gás é um recurso escasso (…). Os preços já estão elevados e devemos preparar-nos para mais aumentos. Isto terá um efeito na produção industrial e pesará bastante nos consumidores”. Na Alemanha foram lançados alertas para que os alemães poupem energia no presente para conseguirem terem as suas habitações aquecidas durante o inverno.

A Rússia suspendeu a atividade do gasoduto Nord Stream 1 durante 10 dias, alegando que iria realizar atividades de manutenção, algo natural nesta altura do ano, no entanto existem receios de que o país liderado por Vladimir Putin não volte a enviar gás através deste gasoduto, o que significava uma grande perda no fornecimento de gás natural para a Alemanha.

Nos últimos tempos toda a Europa, principalmente a Alemanha, tem visto as suas importações de gás natural russo a decrescer devido às sanções decorrentes da invasão da Ucrânia, havendo mesmo casos como a Polónia que viu o seu fornecimento de gás suspenso. Este acontecimento tem provocado uma grave crise energética na Europa, derivado a uma diminuição na oferta com os preços a dispararem, provocando novos recordes no que toca à inflação.

Autor: Mário Costa

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