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A repressão tecnológica da China: Alibaba e Didi

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Na passada sexta-feira, a gigante tecnológica chinesa, Didi ($DIDI) viu o preço das suas ações descer em 17%, após ter anunciado que iria abandonar a bolsa de valores de Nova York e alistar-se na bolsa de Hong Kong. Desde a sua IPO, em junho deste ano, as ações da empresa já caíram para cerca de metade do preço de listagem, e isto dá-se sobretudo devido a problemas regulatórios do país de origem.  

Em julho de 2021, Pequim declarou que iria intensificar a supervisão do fluxo de empresas chinesas que eram, ou iriam passar a ser negociadas em bolsas americanas. As empresas reprimidas são predominantemente grandes tecnológicas que, ao se verem repentinamente sob intenso escrutínio do governo, optam por abandonar o mercado americano para poderem, ao menos, livrar-se do risco de serem forçadas a fazê-lo pelos reguladores. 

Antes da IPO da “uber chinesa” Didi, os reguladores chineses começaram a levantar dúvidas em relação à segurança dos dados da empresa. Dois dias depois da estreia no mercado bolsista americano, Didi foi revistada pela agência do ciberespaço de Pequim e uma semana mais tarde oficiais ordenaram que todas as app stores chinesas removessem a aplicação da empresa das suas plataformas. Para além do mais, e de acordo com um relatório da Bloomberg, na semana passada os reguladores chineses pediram aos executivos da Didi que apresentassem um plano de saída da bolsa de valores de Nova York. 

As ações da Alibaba também estão em queda, devido ao receio de que a gigante do comércio eletrónico chinês seja forçada a perder a sua cotação primária em Nova York. As ações da Alibaba listadas nos EUA ($BABA) caíram 10% na sexta-feira e perderam quase um quinto do seu valor de mercado, apenas nos últimos cinco dias. Por outro lado, as ações da Alibaba listadas em Hong Kong (9988.H.K.) caíram 2,6% na sexta-feira para o valor mais baixo desde que a empresa lançou a sua cotação secundária na Ásia, em 2019.

Para além da Didi e da Alibaba, outros grupos também estão em risco de serem forçados a abandonar as suas listagens na Bolsa de Valores como a de Nova York ou a Nasdaq. Existindo quase 250 empresas chinesas listadas nas três principais bolsas dos EUA, o aumento das restrições por parte do governo chinês pode ter consequências severas num mercado com uma capitalização total de 2,1 biliões de dólares e onde atuam alguns dos maiores investidores americanos.

Autora: Leonor Ramos

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