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7,55% dos imóveis estão na pior classe energética

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Existem cerca de 1,56 milhões de certificados energéticos atribuídos desde 2013 e 7,55% destes são relativos a edifícios com classe energética “F”, sendo esta a pior e menos eficiente classe de toda a escala do sistema de certificação energética.

O que é o certificado energético?

A ADENE (Agência para Energia) é uma pessoa coletiva de tipo associativo de direito privado com estatuto de utilidade pública, que regula o Sistema de Certificação Energética de Edifícios (SCE). Segundo esta, o certificado energético fornece informações referentes à classificação de um imóvel, em termos do seu desempenho energético.

A classificação energética de um edifício é atribuída através de uma escala pré-definida com 8 classes: “A+”, “A”, “B”, “B-”, “C”, “D”, “E” e “F”. Nesta escala, a classe “A+” corresponde a um edifício com melhor desempenho energético e a classe “F” corresponde a um edifício com pior desempenho energético.

O cálculo da classe energética é realizado com base:

  • nas características construtivas do imóvel, como a orientação solar, as paredes, os pavimentos, as coberturas, as portas e as janelas;
  • na existência ou não de aproveitamento de energias renováveis;
  • na forma e sistema de ventilação, seja natural ou mecânica;
  • e na eficiência e no tipo de combustível utilizado nos sistemas de climatização e de produção de águas quentes sanitárias (AQS).

Para que serve o certificado energético?

A posse de um certificado energético atribuído permite obter informação sobre a classe energética, as suas componentes e o desempenho energético. Além disso, é possível identificar medidas que melhorem o conforto e reduzam os custos com energia do imóvel, servindo como um guia de medidas de melhoria. Adicionalmente, torna possível o acesso a financiamentos a melhores taxas e permite usufruir de benefícios fiscais em sede de IMI ou IMT.

Assim, a valorização do imóvel é uma das valências do certificado energético, pois através das suas informações é possível melhorar a classe energética de um imóvel, e esta, por sua vez, ao ser mais elevada tem vantagem competitiva no mercado imobiliário.

Certificados emitidos por classe energética em Portugal

De acordo com as “Estatísticas da Certificação Energética dos Edifícios” do SCE, a quantidade de certificados emitidos por classe energética, desde 2014, em percentagem, encontra-se representada abaixo. Esta representação permite observar que as classes energéticas de maior peso são as classes “C”, “D” e “E”. 

No que diz respeito à classe com melhor desempenho energético, a classe “A+” apresenta o menor peso, sendo este de 2,52%. Por outro lado, a classe energética com pior desempenho energético, a classe “F”, representa 7,55% dos certificados emitidos.

Fonte: SCE – “Estatísticas da certificação energética dos edifícios”, Janeiro de 2022.

Figura 1 – Quantidade de certificados emitidos por classe energética, desde 2014, em percentagem.

Custo de renovação de todos os edifícios com pior desempenho

Por fim, o Ministério do Ambiente refere que o custo de renovação de todos os edifícios para os retirar da classe de pior desempenho energético é de 471 milhões de euros. De forma discriminada, para retirar da classe energética “F”:

  • Habitações – o custo seria de 463 milhões de euros;
  • Imóveis comerciais – o custo seria de 7,75 milhões de euros.

Autor: João Sarilho

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