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3 Inovadores na Indústria dos Media

⏱️ Tempo estimado de leitura: 4 minutos

A difusão da internet e de todas as ferramentas de comunicação instantânea que daí advêm, como as redes sociais, permitiram uma maior facilidade de acesso à informação. ​​Apesar de ser algo com importância para o consumidor, a indústria dos media tem vindo a sofrer, por esse motivo, uma pressão altamente disruptiva.

Durante a última década, o enfraquecimento do negócio de revistas e jornais tem sido notório. Os comerciantes deslocaram o dinheiro de publicidade para a Google ($GOOG) e Facebook, agora Meta Platforms ($FB), os consumidores cancelaram as subscrições e optaram por sites de notícias gratuitos e os jornalistas deixaram a profissão para trabalhar em outros setores mais atraentes.

A última vaga de startups de jornalismo digital escolheu um modelo gratuito e tentou alcançar o maior número de pessoas possível. BuzzFeed, Gawker, Vox Media e Vice, todos afirmaram compreender a relação da web com a Media de uma forma que os mais emblemáticos jornais não conseguiam. Essa escala parecia óptima para angariar dinheiro, mas deixou-os vulneráveis à mais pequena alteração de algoritmos pelo Facebook e Google. 

Por sua vez, o New York Times ($NYT), o Wall Street Journal e o Washington Post continuavam a apostar em angariar clientes em massa. Ao mesmo tempo, as redes sociais permitiam informação gratuita e aos podcasters e jornalistas construiam relações directas com os leitores, dando origem a um novo slogan: a economia criadora.

Alguns modelos menos convencionais encontraram modos de reagir a esta tendência e têm tido, por isso, sucesso no meio. Neste artigo, vamos prestar atenção a três empresas que se destacam pelo modelo inovador e competitivo que apresentam.

The Information

The Information é uma plataforma de notícias tecnológicas destinada a internautas de Silicon Valley e atingiu, recentemente, 225.000 utilizadores ativos. Esta faz parte de um grupo de recentes empreendimentos jornalísticos que pretendem construir negócios especializados de subscrição com um tom semelhante: fornecer informação valiosa a um público específico – e rico.

“É um modelo business to business atualizado. É muito diferente de uma publicação de consumo”, disse Ken Doctor, fundador da empresa noticiosa Lookout Local. “É uma questão de saber se existe talento suficiente para produzir algo realmente revelador para quem decide”.

Foi com esta ideia em mente que Jessica Lessin fundou a empresa. Seguindo a aposta que os executivos de Silicon Valley pagariam centenas de dólares, por ano, por informações e análises exclusivas sobre a sua indústria. O crescimento de subscritores tem sido “muito sólido e consistente”, disse a fundadora. Cerca de 75 por cento dos leitores têm menos de 45 anos de idade e a subscrição, um preço de 400 dólares anuais pelo acesso total.

Substack

Substack, por sua vez, é um serviço de software que permite aos autores redigir, editar e enviar newsletters por correio eletrónico aos assinantes. Os escritores podem escolher se as subscrições são gratuitas ou pagas; a taxa mínima para subscrições pagas é de cinco dólares por mês ou trinta dólares por ano, e o Substack leva dez por cento de todas as receitas. Até à data, existem milhares de newsletters no Substack, e mais de duzentos e cinquenta mil subscritores pagos.

As newsletters são produzidas por um conjunto de jornalistas, bloggers, especialistas, romancistas, hobbistas, e profissionais de colarinho branco que procuram fazer crescer a sua marca pessoal.

Ultimamente, as publicações mais populares têm incluído: “The Corners by Nadia Bolz-Weber“, uma colecção de orações não convencionais, meditações, e inquéritos espirituais (cinco dólares por mês); “Cartas de um americano”, um boletim informativo que traça paralelos entre a situação política atual e acontecimentos históricos (cinco dólares por mês); “The Bitcoin Forecast by Willy Woo” – um investigador independente de moeda criptográfica – que promete “uma previsão sólida do próximo movimento de preços da Bitcoin utilizando dados da blockchain” (cinquenta dólares por mês). 

Dependendo da fonte consultada, Substack pode estar a “reinventar o jornalismo”, “ser pioneiro de um novo ‘modelo de negócio para a cultura,'” ou “tentar construir uma economia alternativa dos media que dê autonomia aos jornalistas”. O diretor executivo da Substack, Chris Best, disse que a intenção da empresa é “criá-la de modo a que qualquer pessoa possa escrever, e se as coisas que escreve são boas, ficar rico”.

Puck News

Puck News é uma nova empresa de comunicação social que pretende cobrir os quatro centros de poder nos Estados Unidos: Silicon Valley, Hollywood, Washington e Wall Street. Tudo se baseia numa aposta em dois conceitos que têm ganhado expressão nos meios de comunicação social: que o jornalismo não deve ser grátis, e que os jornalistas precisam de ser mais como influencers.

Uma taxa anual de $100 dá aos assinantes o direito de receberem e-mails pessoais e newsletters dos autores, reportagens e notícias de última hora; a subida para $250 traz tudo isso mais o acesso a conferências telefónicas com os autores, perguntas e respostas com o pessoal e convites para eventos.

A Puck News cria a infraestrutura de uma organização noticiosa e, ao mesmo tempo, submete a sua marca às dos escritores individuais. “Passei muitos anos a construir valor e conteúdo para outros, e vejo para onde vai a economia da indústria”, disse Matthew Belloni. “Poder ser proprietário desse destino soa a conversa, mas é totalmente verdade”. A newsletter de Belloni sobre Hollywood tem sido um grande sucesso desde a sua estreia, atraindo mais de 12.000 assinantes gratuitos e assegurando receitas de publicidade. 

O futuro dos media em tempos pareceu turvo mas podemos estar num ponto de inflexão para um novo panorama noticioso. Nos Estados Unidos já deram o primeiro salto, mas quando chegará à Europa? E a Portugal?

Autor: Diogo Chaves

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